Coração Puro – psicografia de Chico Xavier

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TÓPICOS DA  TENSÃO

Tópicos da Tensãobez1

 

Bezerra de Menezes

I

A luta prossegue, entretanto, é na luta que consolidamos a paz – paz íntima pelo dever cumprido.

Mantenhamos a nossa confiança viva em Jesus, na certeza de que o nosso Divino Mestre é o companheiro e o Amigo, o Mentor e o Guardião de nossos corações e de nossos caminhos.

Guardemos calma e segurança.

A fé ser-nos-á luz na estrada a percorrer, por mais sombra se nos acumule na senda.

Descansemos o pensamento, o coração, os nervos e as energias em repouso

edificante.

Nossas forças serão restauradas com a Bênção do Senhor.

II

“ACALMAR-SE” – é a senha.

Asserenemos as próprias forças!

Quanto possível abandonemos a tensão.

O trabalho é o preço da benção.

Ajudemos os companheiros no desempenho de seus nobres deveres, encorajando-lhes o coração, sempre que possível.

A luta cederá lugar a bonança.

Confiemos pois em Deus, e que Jesus nos abençoe! Continuar lendo

ANO APÓS ANO

Ano Após Anomatar tempo2

 

André Luiz 

 

Ninguém evolui num dia ou para um dia apenas.

 

Carecemos de tempo para entender o bem e praticá-lo diuturnamente, absorvendo-o em profundidade, na alma, para o eterno futuro.

 

Um só pensamento bom, um só ato digno, uma só lição assimilada, não nos bastam à melhoria. Necessário repetir testemunhos de aprendizado e renovação.

 

A fraternidade há de avivar-nos o raciocínio, vincar-nos a memória, calejar-nos a mãos, modelar-nos a vida.

 

Eis porque o espírita, na experiência terrestre, precisa repisar atitudes, transpirar no dever e persistir no posto individual de trabalho, ano após ano, para só então se sentir realmente sintonizado com os Bons Espíritos e com os desígnios do Alto, mantidos a seu respeito.

 

No setor administrativo da instituição doutrinária, há de conhecer tão bem o seu mister, que nenhuma decepção não mais o surpreenda. Continuar lendo

Doçura, Paciência, Bondade

Doçura, Paciência, BondadeImagem relacionada

 

Léon Denis

 

 

Se o orgulho é o germe de uma multidão de vícios, a caridade produz muitas virtudes. Desta derivam a paciência, a doçura, a prudência. Ao homem caridoso é fácil ser paciente e afável, perdoar as ofensas que lhe fazem. A misericórdia é companheira da bondade. Para uma alma elevada, o ódio e a vingança são desconhecidos. Paira acima dos mesquinhos rancores, é do alto que observa as coisas. Compreende que os agravos humanos são provenientes da ignorância e por isso não se considera ultrajada nem guarda ressentimentos. Sabe que perdoando, esquecendo as afrontas do próximo, aniquila todo germe de inimizade, afasta todo motivo de discórdia futura, tanto na Terra como no espaço.

A caridade, a mansuetude e o perdão das injúrias tornam-nos invulneráveis, insensíveis às vilanias e às perfídias: promovem nosso desprendimento progressivo das vaidades terrestres e habituam-nos a elevar nossas vistas para as coisas que não possam ser atingidas pela decepção. Continuar lendo

RENOVAÇÃO

 

RenovaçãoCaminho

Pode um mundo completamente formado desaparecer e disseminar-se de novo no Espaço a matéria que o compõe?

“Sim, Deus renova os mundos, como renova os seres vivos.”

(O LIVRO DOS ESPÍRITOS, questão 41)

Tudo o que existe renova­-se no turbilhão esquemático do Criador. Tudo para o qual foi estabelecido um princípio, sob as leis que regem a matéria, tem certamente um fim, na regência das mesmas leis.

Entretanto, no que tange ao Espírito, isso foge às nossas deduções, por não alcançarem elas o princípio desta lei e ser movido o Espírito por outras que lhe sustentam a vida, na vida de Deus.

Querer buscar os primórdios da alma é querer se fazer entendido naquilo que não entendeu o suficiente, explicar o inexplicável e falar o que escapa à nossa razão. Se ainda estamos começando a estudar matéria, como falar do Espírito, da maneira que a vaidade especula? Constitui isso uma grande viagem, que apenas estamos iniciando. Deus nada esconde de seus filhos, porém, nós outros é que não temos capacidade de entendimento, para compreender o que se encontra mais distante. Compete a nós avançar para sentir a verdade.

Nada se desfaz. As coisas se renovam e a renovação é o desfazer daquilo que foi feito. O envelhecimento é lei por toda parte, e o que não envelhece não pode morrer, O Espírito quando evoluído, quanto mais velho, mais novo fica e esplende uma eterna juventude por dentro, as suas modificações não são propriamente renovações, mas despertamento dos valores que dormem em seu coração espiritual, cuja gênese e destino desconhecemos. Somente somos conscientes de que em cada passo que dermos, estaremos mais próximos da felicidade. Não que esse bem-estar universal esteja longe de nós: nós é que nos fazemos distantes dele, pela nossa incapacidade. Tudo se encontra ao alcance das nossas mãos, dependendo apenas de conhecermos as vias do amor. Continuar lendo

Razão e Fé

 

Razão e Féfé

Martins Peralva

E disse-lhe: Sai da tua terra e da tua parentela, e vem para a terra que eu te mostrarei.

 

Merece consideração a passagem em epígrafe, relembrada pelo jovem Estevão — primeiro Mártir do Cristianismo — ao comparecer ante o Sinédrio, o poderoso tribunal israelita.

Sublinhemos as palavras tua terra — tua parentela e, por fim, a terra que eu te mostrarei.

Meditemos, pois.

O patriarca Abraão vivia, na terra dos Caldeus, atento às atividades normais e rotineiras do campo, cuidando de seus rebanhos de ovelhas, bois e jumentos. Continuar lendo

Luta Entre Passado e o Futuro

 

Luta Entre Passado e o Futuro

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Revista Espírita – Março/1863

 

 

Neste momento há uma verdadeira cruzada contra o Espiritismo, como nos havia sido anunciado. De vários pontos assinalam-nos escritos, discursos e até atos de violência e de intolerância. Todos os espíritas devem alegrar-se, porque essa é a prova evidente de que o Espiritismo não é uma quimera. Fariam tanto barulho por causa de uma mosca que voa?

O que, principalmente, excita essa grande cólera é a prodigiosa rapidez com que a ideia nova se propaga, malgrado tudo quanto fizeram para detê-la. Nossos adversários, forçados pela evidência a reconhecer que esse progresso invade as mais esclarecidas camadas da Sociedade, e até os homens de Ciência, estão reduzidos a deplorar esse arrastamento fatal que conduz a Sociedade inteira aos manicômios.

A troça esgotou seu arsenal de chacotas e sarcasmos, e essa arma, que dizem ser tão terrível, não conseguiu atrair os trocistas para o seu lado, prova de que no caso não há matéria para risos. Não é menos evidente que não arrebatou um só partidário da doutrina, mas, ao contrário, eles aumentaram a olhos vistos. A razão é muito simples: reconheceu-se prontamente tudo quanto há de mais profundamente religioso nessa doutrina, que toca as cordas mais sensíveis do coração; que eleva a alma ao infinito; que faz reconhecer Deus àqueles que o haviam desconhecido. Ela arrancou tantos homens do desespero, acalmou tantas dores, cicatrizou tantas feridas morais, que as piadas tolas e vulgares a ela atiradas inspiraram mais desgosto do que simpatia. Em vão os trocistas se desdobraram em esforços para provocar o riso à sua custa. Há coisas das quais a gente instintivamente sente que não pode rir sem profanação. Continuar lendo