Vida e Posse – psicografia de Chico Xavier

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Más Palestras

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“Não vos enganeis; as más conversações corrompem os bons costumes.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 15:33.)

A conversação menos digna deixa sempre o traço da inferioridade por onde passou. A atmosfera de desconfiança substitui, imediatamente, o clima da serenidade, O veneno de investigações doentias espalha-se com rapidez. Depois da conversação indigna, há sempre menos sinceridade e menor expressão de força fraterna. Em seu berço ignominioso, nascem os fantasmas da calúnia que escorregam por entre criaturas santamente intencionadas, tentando a destruição de lares honestos; surgem as preocupações inferiores que espiam de longe, enegrecendo atitudes respeitáveis; emerge a curiosidade criminosa, que comparece onde não é chamada, emitindo opiniões desabridas, induzindo os que a ouvem à mentira e à demência.  Continuar lendo

O Ponto de Vista

O Ponto de Vista

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Não há quem não tenha notado o quanto as coisas mudam de aspecto, conforme o ponto de vista sob o qual são consideradas. Não só se modifica o aspecto, mas também a sua própria importância. Coloquemo-nos no centro de qualquer coisa, mesmo pequena, e parecerá grande. Se nos colocarmos fora, será bem diferente. Quem vê algum objeto do alto de um monte o vê insignificante, mas de baixo ele parece gigantesco.

É um efeito de óptica, mas que também se aplica às coisas morais. Um dia inteiro de sofrimento vos parecerá uma eternidade, e à medida que se aproxima o fim da jornada, vos admirais por vos terdes desesperado por tão pouco.

As aflições da infância também têm sua importância relativa. Para a criança elas são tão amargas quanto as da idade madura. Por que, então, nos parecem tão fúteis? Porque não estamos mais mergulhados na infância, ao passo que a criança está inteiramente nela e não vê além do seu pequeno círculo de atividade. Ela as vê do interior. Nós, do exterior.

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Os 4 Cavaleiros do Apocalipse – Estudo à Luz do Espiritismo

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São esses os quatro famosos cavaleiros do Apocalipse, que tantas produções têm inspirado, no campo das artes e da literatura de ficção. 

Notemos que há correspondência entre a ordem dos seres viventes e os cavaleiros, exceção do primeiro cavaleiro, que foi mostrado por “um dos seres viventes” e não pelo quarto, pelo terceiro, ou pelo segundo, como aconteceu com os demais seres viventes. É que o primeiro foi naturalmente mostrado pelo primeiro ser vivente, isto é, o que tem feições de “leão” (v. significado de “leão”). Nenhum estado leonino, como aquele contra o qual o Cristo investiu, ou seja, o Estado Romano, existe a esmo, isto é, despido de bases institucionais legais. O que lhes dá personalidade política e jurídica são suas próprias instituições fundamentadas no Direito e nas leis daí decorrentes. Mas como as naturezas humanas são ainda involuídas, proporcionais naturalmente aos graus sensíveis da grande maioria solicitadora de leis também equivalentes, o Direito e suas regras são formulados tendo por fundamento as mesmas naturezas. Sendo estas competitivas e não fraternas, esse Direito refere-se aos costumes competitivos, obviamente imperantes em todo o mundo. Ele apenas formula as regras do jogo, às quais têm os competidores de se condicionar. As leis procuram propiciar o máximo de justiça ao seu alcance, estendendo-a a todos os concidadãos co-partícipes da estrutura estatal; mas só atingem um certo limite, dado que não podem ultrapassar o espírito competitivo inerente aos costumes dentro dos quais elas foram formuladas. Daí as injustiças sociais em função das quais o direito de acesso às fontes de subsistência não é igual para todos, do que decorre a existência das classes sociais embasadas no poder econômico. Contrariamente ao fraternismo contido no Cristianismo genuíno, onde a hierarquia, de indivíduo para indivíduo, se mede pelas condições intrínsecas dos respectivos graus sensíveis, donde o poder de liderança moral dos mais evoluídos sobre os menos evoluídos, as graduações no Direito fundamentado nos costumes romanos, dos quais somos êmulos, mantêm soltas as rédeas dos que possuem as riquezas materiais. Com estas, compra-se tudo, inclusive o saber humanístico, com o qual se conquistam posições sociais de relevo. Nessas diferenças reside a disparidade do Direito sob normas cristãs, de um lado, e, do outro o Direito romano, no qual se embasa o Direito que rege a civilização atual. Este terá, pois, de evoluir no sentido do primeiro Direito, obviamente ainda inexistente.  Continuar lendo

Adolfo Bezerra de Menezes

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Adolfo Bezerra de Menezes nasceu na antiga Freguesia do Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama), no Estado do Ceará, no dia 29 de agosto de 1831, desencarnando no Rio de Janeiro, no dia 11 de abril de 1900.
No ano de 1838 entrou para a escola pública da Vila do Frade, onde, em dez meses apenas, preparou-se, suficientemente, até onde dava os conhecimentos do professor que dirigia a primeira fase de sua educação. Muito cedo revelou a sua fulgurante inteligência, pois aos 11 anos de idade iniciava o curso de Humanidades e, aos 13 anos, conhecia tão bem o latim que ele próprio o ministrava aos seus companheiros, substituindo o professor da classe em seus impedimentos.

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FEEAK 10 Anos – Prece da União

Um conto de Páscoa…

Contos e Apólogos

 
   Uma menina de 12 anos pergunta ao seu tio:
_ Tio Samuel o que comemorávamos na Páscoa antigamente?
_ Há muito tempo atrás comemorávamos o fim do frio do inverno e o inicio da primavera, a oportunidade de trabalharmos no campo para o sustento de nosso povo.
_ Mas com o tempo isso mudou, o que então passamos a comemorar?
_ O fim da escravidão no Egito! Dizia tio Samuel profundamente emocionado.
_ E depois?
_ Depois veio o Cristo e aquela festa que era hebraica foi incorporada ao Cristianismo e tornou-se um marco da libertação espiritual, pois o Cristo veio ensinar novas e recordar velhas lições esquecidas… Dizia Samuel com lágrimas nos olhos.
_ Então quer dizer que Páscoa – significa LIBERDADE?
_ O que você acha? Perguntou o tio agora desejoso de conhecer o que a sobrinha havia entendido daquela conversa.
_ No passado a Páscoa significava a ESPERANÇA de vencermos a fome, que era uma forma de libertação; depois ela significou a LIBERDADE física quando saímos do Egito; e por fim ela se tornou espiritual…
_ Como assim?
_ Com Jesus aprendemos um novo significado para a LIBERDADE, pois essa se tornou espiritual, quando Ele ensinou que a morte não existe, que a vida continua sempre e que estamos aprendendo uma lição a cada dia, que o reino dos céus habita em nós, quando Ele ensinou a perdoar, a amar até os inimigos, a viver!
_ Lindo! Mas por que você ficou triste?
_ E que meus coleguinhas acham que Páscoa significa OVO DE CHOCOLATE, e isso é muito triste… Disse a pequena chorando.
_ Então cabe a você lembra-los! Peça a professora permissão para contar uma história e lhes conte essa sobre a Páscoa e proponha aos seus colegas que ao invés de quererem ovos, que troquem gentilezas e que ajudem um irmão necessitado a comer melhor, a viver de forma mais digna, afinal de contas nós estamos aqui de passagem e a única moeda que poderemos levar são as virtudes e as boas ações que fizermos, certo?
_ Sim! Obrigada tio.
Ela falou na escola e naquele ano foi feita uma grande arrecadação de alimento para os mais pobres do bairro e as crianças trocavam seus ovos caros pela oportunidade de doarem-se como Jesus, que nos deixou o seu exemplo de amor ao dizer do alto da cruz:
“_ Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem!”

 

Luciana Monteiro
Fonte:
 https://www.recantodasletras.com.br/contos-de-amor/2925544