Na Conquista da Liberdade – psicografia de Chico Xavier

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Perante a Pátria

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André Luiz

Ser útil e reconhecido à Nação que o afaga por filho, cumprindo rigorosamente os deveres que lhe tocam na vida de cidadão.

Somos devedores insolventes do berço que nos acolhe.

No desdobramento das tarefas doutrinárias,  e salvaguardando os patrimônios morais da Doutrina, somente recorrer aos tribunais humanos em casos prementes e especialíssimos.

Prestigiando embora  a justiça do mundo, não podemos esquecer a incorruptibilidade da Justiça Divina.

Situar sempre os privilégios individuais aquém das reivindicações coletivas, em todos os setores.

Ergue-se a felicidade imperecível de todos, do pedestal da renúncia de cada um. Continuar lendo

Paz aos Homens de Boa Vontade

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(Poitiers, reunião preparatória de operários espíritas – Médium: Sr. X…)

 

Meus caros amigos, a vida é curta. Grande é o que a precede e o que a sucede. Nada acontece senão pela vontade de Deus. Nada é, portanto, senão legítima e alta justiça. Vossa miséria, quando vos aperta, é um mal merecido, uma punição, não tenhais dúvida, de faltas anteriores. Encarai-a bravamente e levai os olhos ao alto com resignação. A bênção e o alívio descerão.

Por vezes vossos pesares são a prova pedida pelo vosso Espírito, por vosso Espírito desejoso de chegar prontamente ao objetivo final, sempre entrevisto no estado de não encarnado.

No momento em que o mundo se agita e sofre, em que as sociedades, em busca do que é verdadeiro, se contorce num parto laborioso, Deus Continuar lendo

Oração e reflexão – Mensagem mediúnica

Fonte de amor, de luz e paz! Fonte de bondade infinita! Tu és o meu norte! Minha meta maior!

Que a tua misericórdia consiga restabelecer a harmonia necessária para a evolução do planeta, diante das ondas de disputa, vingança e raiva que assolam a atmosfera, trazendo para os dias atuais o espelho de conflitos que perpetuam há séculos.

***

A disputa faz parte da evolução, porém os sentimentos devem ser lapidados para que o resultado se transforme no painel esperado pela ordem e progresso.

Somos chamados a repensar os pensamentos que emitimos nesse momento histórico do planeta Terra, pois são eles que determinam moldes de massa fluídica que se transformam em uma espécie de amálgama pairando sobre a atmosfera terrestre.

Ação, reação, repercussão e responsabilização.

Cabe a cada um produzir a onda mental que evoque a luz do Cristo! O caminho necessário do crescimento espiritual da Humanidade para que a regeneração se faça, degrau a degrau, nessa escola crescente de evolução.

Nosso Pai como o Magistrado Maior nos oferta o compromisso de levar adiante o que foi determinado pela escolta divina superior.

Louvado sejam os mensageiros militantes de Cristo que operam com determinação e independência espiritual dentro da órbita edificante, tornando a hierarquia moral o pano de fundo necessário para a eclosão da vontade do sacrossanto Senhor!

Que a caminhada seja leve, porém firme; que seja intensa , porém fraterna; que seja ordenada, porém benevolente; que seja de luz e sempre norteadora de avanços necessários para o crescimento de toda a NAÇÃO!

Avante! Agora e sempre!

Equipe de,

Eurípedes Barsanulfo

(Mensagem psicografada na Sede da FEEAK Minas em 08/10/2018)

Marcha gradativa do Espiritismo – Allan Kardec

Caros condiscípulos, o que é verdade tem que ser; nada pode opor-se à  irradiação de uma verdade; às vezes, podem encobri-la, torturá-la e fazer com ela o que fazem os teredens nos diques holandeses; mas, uma verdade não assenta sobre estacarias: ela percorre o espaço; está no ar ambiente e, se foi possível cegarem uma geração, há sempre novas encarnações, há recrutas da erraticidade que trazem germens fecundos, e outros elementos, e que sabem atrair a si todas as grandes coisas desconhecidas. 
Não vos apresseis, amigos. Muitos dentre vós desejariam ir a vapor e, nestes tempos de eletricidade, correr tanto quanto esta. Esquecidos das leis da Natureza, quereriam andar mais depressa do que o tempo. Refleti, porém, e vereis quão sábio é Deus em tudo. Os elementos que constituem o vosso planeta sofreram longa e laboriosa elaboração; antes que pudésseis existir, foi preciso que tudo se constituísse de acordo com a aptidão dos vossos órgãos. A matéria,
os minerais, fundidos e refundidos, os gases, os vegetais, pouco a pouco se harmonizaram e condensaram, a fim de permitirem que surgísseis na Terra. É a eterna lei do trabalho, que nunca cessou de reger os seres inorgânicos, como
os seres inteligentes.
O Espiritismo não pode fugir a essa lei, à lei da elaboração. Plantado num solo ingrato, forçoso é que o cerquem as ervas más e os maus frutos. Mas, também, todos os dias o terreno é desbravado, os maus ramos são arrancados ou
cortados; o campo se destorroa insensivelmente e, quando o viajante, fatigado das lutas da vida, encontrar a fartura e a paz à sombra de um fresco oásis, se dessedentará e enxugará o suor, nesse reino lenta e sabiamente preparado. Aí o
rei é Deus, o dispensador generoso, o igualitário judicioso, que bem sabe ser doloroso, mas fecundo, o trajeto que o viajor seguirá; penoso, mas necessário. O Espírito formado na escola do trabalho dela sai mais forte e mais apto para
as grandes coisas. Aos que desfalecem, ele diz: coragem e, como suprema esperança, lhes deixa entrever, mesmo aos mais ingratos, um ponto de chegada, ponto salutar, caminho assinalado pelas reencarnações.
Ride das declamações vãs; deixai que falem os dissidentes, que berrem os que não podem consolar-se de não serem os primeiros; todo esse arruído não impedirá que o Espiritismo prossiga imperturbavelmente o seu caminho.
Ele é uma verdade e, qual rio, toda verdade tem que seguir seu curso.

Obras Póstumas. FEB. pg. 328

A pequena Louise, filha adotiva de Hyppolite Léon Denizard Rivail e de Amélie Boudet

A pequena Louise, filha adotiva de Hyppolite Léon Denizard Rivail e de Amélie Boudet

Charles Kempf (*)

Houve muitas especulações sobre a questão: porque Hyppolite Léon Denizard Rivail e Amélie Boudet não tiveram filhos? Até mesmo a afirmação de que teriam concluído um pacto de abstinência… Os documentos originais encontrados recentemente lançaram luz sobre essa questão.

Em primeiro lugar, o casamento deles data de quinta-feira, 9 de fevereiro de 1832. Naquele dia, Hyppolite tinha 27 anos e Amélie 36 anos, o que era muito para a época. Também, na época de seu casamento, Hyppolite era “soldado do 61º Regimento de Infantaria de Linha, guarnecido em Rouen, Departamento do Sena Inferior”. Seu contrato de casamento não menciona nenhum pacto de abstinência.

Em uma carta de Hyppolite dirigida a Amélie, datada de 20 de agosto de 1834, depois de uma viagem de carruagem de Paris a Lyon,onde Hyppolite ia visitar sua tia paterna Reine Matthevot (nascida Rivail), ele fala “das comodidades da viagem”: “Na maior parte do caminho, tive o prazer de ter a companhia de uma criança de um ano no carro que, por seus gritos e cheiros, nos ofereceu uma pequena repetição da tarefa e me fez desfrutar antecipadamente dos encantos da paternidade;”

Não há dúvida de que Hyppolite e Amélie consideraram a paternidade, mas a natureza provavelmente não lhes permitiu ter um filho natural.

Mas em outra carta de Hyppolite a Amélie, datada de 23 de agosto de 1841, quando Hyppolite estava novamente em Lyon para o funeral de sua tia Reine Matthevot, ele escreveu: “Abrace bem a minha pequena Louise, cuja escrita me fez muito prazer.” Em uma carta de 9 de outubro de 1841, de Paris a Château du Loir (lar dos pais de Amélie, onde Hyppolite e Amélie costumavam ficar de veraneio), Hyppolite escreve: “Beije minha pequena Louise por mim.”

Em outra de 12 de outubro de 1841, Hyppolite escreveu mais especificamente: “Eu queria consultar Mariette esta manhã para saber o que se deveria fazer por Louise em caso de dificuldade, mas ela não retornou há dois dias; eu sei onde ela está, mas é um pouco longe; e seria difícil não dizer impossível vê-la a tempo. Se, no entanto, alguma coisa acontecesse, escreva-me logo enviando-me cabelos e eu a consultarei. No intervalo, penso que se deve cuidar para que ela não tome chuva; como você sabe, seria prejudicial para ela.”Esta carta é notável, porque mostra que Hyppolite e Amélie consultavam em Paris uma “sonâmbula” chamada Mariette, especialmente em caso de problemas de saúde, e que utilizavam até cabelos, enviados por carta, para ajudar a sonâmbula na psicometria.

Entendemos melhor porque Allan Kardec escreveu mais tarde que o Magnetismo abriu o caminho para o Espiritismo. Além disso, esta carta indica uma saúde frágil da pequena Louise. Finalmente, numa carta de 15 de agosto de 1842, de Aachen a Château du Loir, Hyppolite é muito mais específico: “Aprendi com prazer que Louise trabalha bem à medida que avança na leitura e na escrita. Fiquei muito feliz com a sua pequena carta. Espero que ela possa ler a minha sozinha. Quanto ao cálculo, não deve ser negligenciado; mas na ausência do aritmômetro, é necessário usar fichas; você deve ter certamente nas caixas de jogos.Um exercício excelente e que ela deve começar a ser capaz, é de atribuir às fichas aos cartões de uma determinada cor um valor de 10 ou de 100. Assim, para fazer 345, precisa colocar 3 fichas de 100, 4 de 10 e 5 de 1. Ou seja, como segue + + + 0 0 0 0 1 1 1 1 1. Deve exercê-la ou a ler os números assim compostos, ou a compor outros ela mesma. Mas é claro que precisa começar com números pequenos e aumentar apenas gradualmente. Quando ela estiver bem familiarizada com este exercício, será preciso utilizar os algarismos, e fazê-la entender que os algarismos da primeira coluna a direita valem tantas unidades, os da segunda valem tantas dezenas ou fichas de 10 etc. Será necessário exercê-la, vendo um número escrito em algarismos, a compô-lo com fichas, e vice-versa.” Nós vemos claramente o “professor” aplicando os métodos de ensino de Pestalozzi que ele melhorou e completou!

Em 22 de outubro de 1843, Hyppolite menciona numa carta à Amélie, de Paris para Château du Loir: “Anexo está uma cartinha para Louise”. Infelizmente não temos o original desta cartinha que foi entregue por Amélie a Louise. Em 6 de novembro de 1843, Hyppolite escreveu para Amélie, de Paris para Château du Loir: “Beije minha querida Louise por mim e diga a ela que fiquei muito feliz com sua carta; mostrei-a a várias pessoas que ficaram muito satisfeitas.”

Há outros elementos em uma carta de 16 de setembro de 1844, de Paris para Château du Loir, onde Hyppolite que fala da cama de Louise em sua residência em Paris, onde ele escreve: “Quanto a Louise, acho que ela aproveita bastante. Peço-lhe que cumprimente suas galinhas, as quais abraço de todo coração, e ela também.” Pode-se imaginar a menina vivaz no campo em Château du Loir, cuidando do galinheiro dos pais de Amélie.

Em 27 de setembro de 1844, Hyppolite escreve: “Adeus, minha querida, abraça por mim minha boa pequena Louise, que, penso, se diverte de todo o coração.” Essas cartas não deixam nenhuma dúvida sobre o fato que Hyppolite Léon DenizardRivail e Amélie Boudet criaram e educaram uma menina chamada Louise, provavelmente adotiva, e a quem tinham dado o segundo nome de Jeanne Louise Rivail (nascida Duhamel), mãe de Hyppolite. Mas essa alegria seria de curta duração.

Em 29 de setembro de 1845, de Paris para Château du Loir, Hyppolite escreveu para Amélie: “Como você me dizia que se você não escrevesse para mim, seria porque Louise iria continuar melhorando, então espero que a melhora se confirmou: concebo tudo o que isso deve lhe causar tormento e fadiga, porquanto você precisava muito de repouso.”

Os problemas de saúde da pequena Louise pareciam estar piorando. Amélie retornou depois a Paris com a pequena Louise, e é numa carta do pai de Amélie (que desencarnou em 6 de julho de 1847 aos 79 anos) para Amélie, datada de 6 de dezembro de 1845, que apreendemos a morte da pequena Louise: “Eu não demorei para lamentar, minha querida Amélie, o evento infeliz que você anuncia na sua última carta; com o que você tinha escrito para nós e o que Mad. Gendron havia nos dito, eu esperava todos os dias receber essa má notícia: é muito triste e muito lamentável deixar a vida quando estamos apenas começando a aproveitá-la, enquanto outros que tiveram uma longa carreira poderiam terminá-la sem se arrepender tanto: como você me diz, não é da natureza do homem ser perfeitamente feliz, devemos nos contentar com a porção que nos é distribuída. Percebo o quanto isso deve ter afetado o Sr. Rivail, desejo que ele se recupere.”

Consultamos os arquivos on-line do estado civil reconstituído de Paris, mas com a classificação pelo nome, não encontrei nenhuma Louise Rivail, nem Duhamel, nem Boudet, que morreu naquele período. Uma busca por data é necessária, e talvez possível nos microfilmes. Isso permitiria esclarecer qual era o nome dessa menininha, provavelmente adotiva.

Este episódio lança luz sobre o caminho difícil de Hyppolite Léon Denizard Rivail e Amélie Boudet no período antes da observação do fenômeno de mesas girantes, em maio 1855, que o fez declarar em Obras Póstumas: “Foi aí que, pela primeira vez, presenciei o fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida. Assisti então a alguns ensaios, muito imperfeitos, de escrita mediúnica numa ardósia, com o auxílio de uma cesta. Minhas ideias estavam longe de precisar-se, mas havia ali um fato que necessariamente decorria de uma causa. Eu entrevia,naquelas aparentes futilidades, no passatempo que faziam daqueles fenômenos, qualquer coisa de sério, como que a revelação de uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo.”

Os espíritas sabem o que se seguiu: o trabalho magistral da Codificação Espírita, de Allan Kardec, que hoje desfruta, depois de mais de um século e meio, dezenas de milhões de admiradores em todo o mundo, e que, ao mesmo tempo, abriu todo um campo de pesquisa científica sobre o mundo espiritual e consolou tantos corações feridos.

Muito obrigado Allan Kardec, muito obrigado Amélie Boudet!

(*) De Belfort, França. Membro da Comissão Editorial da Revue Spirite. Foi secretário geral do Conselho Espírita Internacional.

Transcrito de:

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VALORIZAÇÃO DO PROFESSOR

Felipe Estabile Moraes

Vanessa Martins Ferreira

        Não é de todo incomum, um professor novato iniciar suas atividades   profissionais e ouvir a expressão  “furor pedagógico”, significando que a empolgação e vontade em fazer além, sejam em decorrência apenas do início da carreira. Em outras ocasiões, colegas criticam o outro, quando chega feliz à escola.

        Essas situações nos levam a refletir o motivo da perda desse “furor” em outras instâncias do viver e particularmente no âmbito profissional.  Por que a tentativa de tragar para a lama das lamentações e lamúrias, o outro em situações em que nós mesmos nos encontramos nela?

Não é possível modificar o colega, mas podemos nos modificar. O professor pode trabalhar melhor, se empenhar para que o estudante aprenda mais e melhor. Planejar o melhor, insistir na busca de parcerias que tem o mesmo desejo. Continuar fazendo o melhor. Hoje. No dia seguinte. Permanentemente.

O esforço em manter uma postura de alegria e satisfação no contato com os alunos, tem suas valiosas recompensas. Principalmente quando temos a oportunidade de ouvir de um ex-aluno que, ao assistir a uma reportagem de TV se lembra de uma aula assistida há muitos anos, ainda mais quando esse mesmo ex-aluno parecia ser o mais problemático e desinteressado. E, ao fim e ao cabo, verifica-se que houve aprendizado. O ato de aprender (e ensinar) acontece quando existe entusiasmo e coragem para vencer os desafios. Além de amor, sobretudo.

Neste momento, observamos como é importante valorizar toda e qualquer atividade profissional, especialmente a de professor. A valorização  dá ao profissional o Orgulho de atuar em campo tão importante, entendendo  como “sentimento de prazer, de grande satisfação com o próprio valor, com a própria honra.”

Assim, esperamos que seja realidade todos os professores se sentirem valorizados na sua profissão. De encontrarmos mais jovens dizendo “quero ser professor”, e incentivá-los a seguirem essa profissão. Que o professor possa se dedicar, em tempo integral, a uma só escola, ter um rendimento salarial compatível com a possibilidade de continuar se capacitando, se aperfeiçoando, além de condições para usufruir de boas opções de lazer. Podemos ser motivo de orgulho para nossos alunos, por terem acesso aos melhores profissionais, fazer brotar o sorriso em seus rostos e, assim, uma luz se acenderá em nossos corações.

Para alicerçarmos nosso entendimento, buscamos André Luiz, no Capítulo “Em Torno da Profissão” do Livro “Sinal Verde”:

A sua profissão é privilégio e aprendizado.

Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer parte, será sempre um rio de bênçãos.”

Sugerimos refletir sobre os liames envolvidos no trabalho profissional, com Emmanuel, no capítulo “Profissão”, do livro “Pensamento e vida”:

 

“Pelos contatos da profissão cria o homem vasta escola de trabalho, construindo a dignidade humana; contudo, pela abnegação emite reflexos da beleza divina, descerrando trilhos novos para o Reino Celestial.

A profissão, honestamente exercida, embora em regime de retribuição, inclina os semelhantes para o culto ao dever.

A abnegação, que é sacrifício pela felicidade alheia, sublima o espírito.

(…)

É assim que o matemático, laureando-se de considerações públicas, dignamente gratificado pela obra que realiza, é catalogado à conta de cientista, e o cientista, mergulhado no trabalho incessante, em favor da tranquilidade e da segurança da civilização, esquecido de si mesmo, é classificado por benfeitor.

 

Pela fidelidade ao desempenho das suas obrigações, o homem melhora a si mesmo, e, pela abnegação, o anjo aproxima-se do homem melhorado, aprimorando a vida e o mundo.

 

Nas atividades que transcendem o quadro de serviços remuneráveis na Terra, fruto das almas que ultrapassaram o impulso de preservação do próprio conforto, descem os reflexos mentais das Inteligências Celestes que operam, por amor, nas linhas da benemerência oculta, linhas em que encontramos os braços eternos do Divino Incognoscível, que é Deus.”

 

Vale aqui lembrar da experiência da professora no Plano Espiritual, relatado por Irmão Jacob. Ainda não podemos alegar que já chegamos a este ponto. Nem que já alcançamos, do ponto de vista espiritual, a vitória definitiva  na nossa jornada evolutiva. Entretanto, nos serve de alento a o que está descrito por Irmão Jacob, no Capítulo “A Passagem”, do livro “Voltei”:

 

“Tive a impressão de que Bezerra era o supervisor da viagem. Organizou os grupos, distribuiu instruções e estimulava-nos, vigoroso e otimista, um a um.

        Aproximou-se de mim e informou que a primeira jornada doa que se desenfaixam da carne exige providências que lhes garantam a tranquilidade, fazendo-me sentir que ainda nos demoraríamos um tanto, aguardando uma professora de bairro distante.

        Escoaram-se alguns minutos e respeitável senhora, ladeada por dois benfeitores, acercou-se de nós.

        Reconheci-lhe a elevação pela invejável serenidade. Formosa alegria pairava-lhe no semblante calmo. Saudou-nos a todos, simpática e feliz. De todos nós, os recém-desencarnados que ali nos reuníamos, era a única de cujo peito irradiava luz. Identifiquei-lhe a humildade cristã. A evidente superioridade que a distanciava de nós parecia afligi-la, tal a modéstia que lhe transparecia das atitudes.

        Bezerra cumprimentou-a, bondoso, e confesso que, reparando aquela mulher de maneiras simples e afáveis, emitindo luminosidade sublime, inopinado sentimento de inveja me assaltou o coração.”

Fica aqui, então, este desejo, talvez, uma Utopia.

Valorizemo-nos em nossas profissões. E, em todas as situações, buscar cumprir os planos e objetivos traçados antes de reencarnarmos. Para que, retornando ao Plano Maior da Vida, tenhamos a certeza de termos feito o melhor e melhores estaremos.