MEDIUNIDADE E PERSEVERANÇA

Mediunidade e Perseverançapree de natal

André Luiz

 

Mediunidade pede atenção especial num capítulo: Perseverança.

 

São muitos os candidatos ao serviço do inter câmbio espiritual que mal começam a iniciação, querem chegar ao fim.

 

Transmitem a palavra de companheiros desencarnados num dia e admitem a possibilidade de assimilar Q ensinamento dos instrutores da Vida Maior em outro.

 

Ignoram que o medianeiro terrestre está diante dos luminares do Universo, à feição do aprendiz perante o professor.

 

Certamente, o aluno interpretará o mestre, isso, porém, não se verifica sem que atenda aos preceitos da escola.

 

Ninguém afirmará que o pupilo das letras primárias não seja estudante e nem se pode sonegar o contato dele com os diretores do estabelecimento de ensino. Contudo, para que exprima o ensinamento dos mentores da instituição, há que satisfazer à vários currículos com o auxílio de autoridades intermediárias e somente à custa de aplicação e tempo conseguirá altura de nível para ombrear com eles.

 

Por que isso aconteça não significa que o educando deva desistir do aprendizado.

 

Toda experiência de natureza moral subordina-se a princípios de desenvolvimento qual ocorre na ordem física.

 

O fruto não aparece no dia da flor.

 

A casa não se materializa simplesmente porque o projetista haja traçado um esboço perfeito.

 

Entusiasmo aquece o trabalho mas não substitui o serviço.

 

Ideal define a obra, sem ser a construção. Tudo o que é alguma coisa exigiu começo.

 

Faculdades   mediúnicas   não   escapariam leis de nascimento e maturação.

 

Abandonemos o sentido de pressa nas edificações do espírito.

 

Toda precipitação é fator predisponente do desastre e findo o acidente é impossível prever as dificuldades do reajuste.

 

Mantenhamos a constância no estudo e na ação.

 

Persistência é lealdade à consciência.

 

O médium evoluirá trabalhando e se elevará servindo. Nada de reclamações nem bravatas.

 

Tomemos cada qual de nós, os tarefeiros desencarnados e o seareiros do plano material, as obrigações que nos competem sem o intento de exceder a nossa capacidade, mas sem deixar de sermos úteis a pretexto de modéstia.

 

Estimemos a preparação.

 

Razoável refletir que em matéria de ministrar revelações das Esferas Superiores aos caminhos humanos, Jesus despendeu trinta anos na Terra para evangelizar aproximadamente por trinta e seis meses e Allan Kardec aprontou-se por mais de meio século para doutrinar num período de pouco mais de dois lustros.

 

Estudemos a lição.

Livro: “Sol nas Almas” – Psicografia: Waldo Vieira – Pelo Espírito André Luiz – Capítulo 68 – Página: 88

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