Divórcio – Suicídio – Aborto

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Emmanuel

1 – Compreendendo que muitos casamentos resultam em uniões infelizes e, às vezes, até
mesmas profundamente antipáticas, induzindo os cônjuges ao divórcio, como interpretar a
fase de atração recíproca, repleta de alegria e esperança, que caracterizou o namoro e o
noivado?

– Qualquer pessoa que aspire um título elevado passa pela fase de encantamento.
Esfalfa-se o professor pela ascensão à cátedra. Conseguido o certificado de competência,
é imperioso entregar-se ao estudo incessante para atender às exigências do magistério.

– Esforça-se o acadêmico pela conquista do diploma que lhe autoriza o exercício da
profissão liberal. Laureado pela distinção, sente-se compelido a trabalho infatigável, de
modo a sustentar-se na responsabilidade em que anela viver.

– Assim, também, o matrimônio.

2 – Como interpretar as contrariedades e desgostos domésticos?

– O homem e a mulher aguardam o casamento, embalados na melodia do sonho,
entretanto, atingida a convivência no lar, surgem as obrigações, decorrentes do pretérito,
através do programa de serviço traçado para cada um de nós pela reencarnação, que nos
compele a retomar, na intimidade, todos os nossos erros e desacertos.

– Fácil, dessa forma, reconhecer que todas as dificuldades domésticas são empeços,
trazidos por nós próprios, das existências passadas.

3 – De modo geral, quem é, nas leis do destino, o marido faltoso?

– Marido faltoso é aquele mesmo homem que, um dia, inclinamos à crueldade e à mentira.

4 – E a esposa desequilibrada?

– Esposa desequilibrada é aquela mulher que, certa feita, relegamos à necessidade e à
viciação.

5 – Que são os filhos-problemas?

– Filhos-problemas são aqueles mesmos espíritos que prejudicamos, desfigurando-lhes o
caráter e envenenando-lhes os sentimentos.

6 – Qual a função essencial do lar e da família?

– No caminho familiar, purificam-se impulsos e renovam-se decisões. Nele encontramos
os estímulos ao trabalho e as tentações que nos comprovam as qualidades adquiridas, as
alegrias que nos alentam e as dores que nos corrigem.

7 – Como é encarado o divórcio nos planos superiores do Espírito?

– O divórcio, conquanto às vezes necessário, não é caminho salvador quando lutas se
agravem. Ninguém colhe flores do plantio de pedras.

– Só o tempo consegue dissipar as sombras que amontoamos com o tempo. Só o perdão
incondicional apaga as ofensas; apenas o bem extingue o mal.

8 – Existem casos francamente insolúveis nos casamentos desventurados; não será o
divórcio o mal menor para evitar maiores males?

– Muitos dizem que o divórcio é válvula de escape para evitar o crime e não ousamos
contestar. Casos surgem nos quais ele funciona, por medida lamentável, afastando males
maiores, qual amputação que evita a morte, mas será sempre quitação adiada, à maneira
de reforma do débito contraído.

9 – Por mais rápidas se façam as lutas, no casamento, é melhor permanecer dentro dele?

– Pagar é libertar-se, aprender é assimilar a lição.

10 – Quais são as piores conseqüências das ligações carnais desditosas, além daquelas
que se apresentam nos sofrimentos das frustrações ou lesões emotivas?

– É forçoso observar que da afeição sexual descontrolada surgem muitas calamidades
para a vida do Espírito, dentre as quais destacaremos, a par da fascinação ou do ódio,
nos problemas da obsessão, o suicídio e o aborto, como sendo as mais lastimáveis.

11 – Como é interpretado o aborto nos planos superiores da Vida Espiritual?

– O aborto provocado, mesmo diante de regulamentos humanos que o permitam, é um
crime perante as Leis de Deus.

12 – Quais os resultados imediatos do aborto para as mães e pais que o praticam?

– Praticando o aborto, mães e pais cruéis ou irresponsáveis afastam de si mesmos os
recursos de reabilitação e felicidade que lhes iluminariam, mais tarde, os caminhos, seja
impedindo a reencarnado de Espíritos amigos que lhes garantiriam a segurança e o
reconforto ou impedindo o renascimento de antigos desafetos, com os quais poderiam
adquirir a própria tranquilidade pela solução de velhas contas.

13 – O aborto oferece conseqüências dolorosas especiais para as mães?

– O aborto oferece funestas intercorrências para as mulheres que a ele se submetem,
impelindo-as à desencarnação prematura, seja pelo câncer ou por outras moléstias de
formação obscura, quando não se anulam os aflitivos processos de obsessão.

14 – E para os pais?

– Os pais que cooperam nos delitos do aborto, tanto quanto os ginecologistas que o
favorecem, vêm a sofrer os resultados da crueldade que praticam, atraindo sobre as
próprias cabeças os sofrimentos e os desesperos das próprias vítimas, relegadas por eles
aos percalços e sombras da vida espiritual de esferas inferiores.

15 – As criaturas que se suicidaram em razão das desilusões encontradas nas ligações
afetivas, agravam os sofrimentos de outrem, além dos sofrimentos que elas próprias
encontram?

– Muitos Espíritos fracos, que por razões de infelicidade na afeição sexual atiram-se ao
suicídio, encontram padecimentos gigantescos, como quem salta no escuro sobre
precipícios de brasas, criando derivações de angústia para os causadores de
semelhantes tragédias.

16 – Os casos de suicídio nas uniões carnais infelizes agravam provas em casamentos
futuros?

– Quantos violam a passagem da morte, crendo erroneamente alcançar o repouso, nada
mais encontram senão suplício e desespero, a gerarem, no âmago de si mesmos, os
pavorosos conflitos, que apenas as reencarnações regenerativas conseguem remediar.

– Saibamos tolerar com paciência as provações que o mundo nos ofereça, criando o bem
sobre todos os males que nos cheguem das existências que já vivemos, na convicção de
que fugir ao dever – por mais doloroso seja o dever que nos caiba – será sempre abraçar
o pior. Em quaisquer atribulações ou dificuldades, a nossa obrigação individual é fazer o
melhor ao nosso alcance para que o bem triunfe.

17 – Que fazer para extinguir os males evidentes das ligações afetivas inconsideradas e
desditosas?

– Em todos os departamentos da luta humana, os compromissos do passado
reaparecem.

– Indispensável revestir-se a alma de forças para vencer, em si mesma, os pontos
vulneráveis que, em outro tempo, a fizeram cair.

18-Qual a direção pessoal que devemos adotar para vencer os dissabores do lar infeliz?

– Evitemos o divórcio, tanto quanto possível, e combatemos o aborto e o suicídio com
todos os recursos de raciocínio e esclarecimento de que possamos dispor.

– O divórcio adia o resgate.

– O aborto complica o destino.

– O suicídio agrava todos os sofrimentos.

Livro: “Leis do Amor”

Psicografia: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

Pelo Espírito Emmanuel

Capítulo: IV

 

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