A Prece nas Reuniões Espíritas

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Allan Kardec nos ensina:

“É, sem dúvida, não apenas útil, porém necessário rogar, através de uma invocação especial, por uma espécie de prece, o concurso dos bons Espíritos. Essa prática predispõe ao recolhimento, condição especial a toda a reunião séria” (“Viagem Espírita em 1862”, cap. XI, pág. 144).

No início e no término das reuniões espíritas fazemos a prece para que o ambiente espiritual seja favorável e tenhamos a presença de Espíritos elevados, que a prece atrai, o que será uma garantia de proteção contra o mal. No decurso da sessão mediúnica, a oração será utilizada em benefício dos companheiros e dos Espíritos, pelo potencial de forças fluídicas que a prece consegue aglutinar.

A prece, contudo, será sempre mais poderosa se partir de uma alma elevada, de um Espírito de conduta ilibada, de uma criatura de bons sentimentos. Há pessoas que, por haverem conseguido libertar-se das paixões animalizantes e dos interesses egoísticos da Terra, fazem de sua vida uma prece permanente. A prece nelas é cultivada com naturalidade e eficiência extraordinária, enquanto que nós temos ainda que nos esforçar para que nossa rogativa atinja o objetivo colimado.

Despojados da ignorância e da perturbação que o mal engendra em nós, iremos aos poucos descobrindo que pela prece muita coisa pode ser conseguida em nosso benefício espiritual e das pessoas que nos cercam. Entenderemos então que a prece é uma manifestação espontânea e pura da alma, e não apenas uma repetição formal de termos alinhados convencionalmente, como se fosse uma fórmula mágica para afastar o sofrimento e os problemas. (Leia nos artigos ao lado uma síntese dos ensinamentos espíritas sobre a prece e a opinião do dr. Alexis Carrel a respeito da importância da prece em nossa vida.)

A Mais Bela Prece da Literatura Espírita:

Todas as pessoas, salvo uma ou outra exceção, formulam preces de pedido, mas são poucos os que sabem realmente orar e, por isso, pedem às vezes o que não se deve. Não devemos pedir, por exemplo, o afastamento da dor, mas as forças e a compreensão para suportá-la.

Emmanuel nos dá, a propósito disso, em “Recados do Além”, um modelo extraordinário de prece de pedido:

“Jesus! Reconheço que a Tua vontade é sempre o melhor para cada um de nós; mas se me permites algo pedir-Te, rogo me auxilies a ser uma bênção para os outros.”

Outro exemplo notável de prece de pedido é esta, muito utilizada pelos voluntários do C.V.V. – Centro de Valorização da Vida, com o nome de Oração da Serenidade, de autoria desconhecida:

“Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar; coragem para modificar aquelas que podemos, e sabedoria para distinguir umas das outras.”

A Prece feita por Estêvão, o mártir do Cristianismo:

Várias preces são conhecidas e enaltecidas por sua beleza e profundidade. A Oração Dominical, modelo de concisão, diz tudo o que precisamos dizer numa prece. A Oração de São Francisco de Assis e a prece de Cáritas, também. Mas, é impressionante a beleza da prece que Abigail fez na agonia e morte de seu pai Jochedeb e, depois, de seu irmão Estêvão (“Paulo e Estêvão”, págs. 42 e 162), beleza que advém não só da poesia, mas da elevação e robustez de sentimentos de que a prece se reveste:

“Senhor Deus, pai dos que choram,

Dos tristes, dos oprimidos

Fortaleza dos vencidos,

Consolo de toda a dor,

Embora a miséria amarga

Dos prantos de nosso erro,

Deste mundo de desterro,

Clamamos por vosso amor!

Nas aflições do caminho,

Na noite mais tormentosa

Vossa fonte generosa

É o bem que não secará…

Sois, em tudo, a luz eterna

Da alegria e da bonança

Nossa porta de esperança

Que nunca se fechará.

Quando tudo nos despreza

No mundo da iniquidade,

Quando vem a tempestade

Sobre as flores da ilusão!

Ó Pai, sois a luz divina,

O cântico da certeza,

Vencendo toda aspereza,

Vencendo toda aflição.

No dia da nossa morte,

No abandono ou no tormento,

Trazei-nos o esquecimento

Da sombra, da dor, do mal!

Que nos últimos instantes,

Sintamos a luz da vida

Renovada e redimida

Na paz ditosa e imortal”.

Para quem ainda não leu o livro “Paulo e Estêvão”, de Emmanuel, lembramos que Abigail, irmã de Estêvão, estava praticamente noiva de Saulo de Tarso quando assistiu o querido irmão nos derradeiros momentos de sua existência, após o apedrejamento que o levou à morte. O fato ocasionou o rompimento da relação com Saulo, que mais tarde teria seu nome inscrito na história do Cristianismo como Paulo de Tarso, o Apóstolo dos Gentios.

(Thiago Bernardes)

Livro: “Oração Segundo Espiritismo” Por Thiago Bernardes

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