Morte e Zonas Purgatoriais

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André Luiz

 

A ciência humana, através de teorias próprias, já tange a realidade íntima da matéria, que se lhe revela em dimensões mais apropriadas, a sugerirem aos encarnados seu papel intermediário e sem potência própria, fadada sempre a expressar a realidade espiritual dos seres que dela se valem por contraponto na trajetória sublime de sua evolução para a perfectibilidade do Amor.

A morte, por isso mesmo, nos desafios assombrosos que impõe a qualquer inteligência, por mais destacada e brilhante, guarda o papel imprescindível de revisora e fixadora, para as individualidades psíquicas, em qualquer nível de progresso e manifestação, de suas prerrogativas já amealhadas pelas experiências palmilhadas ou a serem colhidas pela ampulheta do tempo.

Desencarnando por ausência de ressonância interativa com o organismo desvitalizado, a alma ou o psiquismo embrionário se vê forçado a verdadeira maratona de ressurgimento, exatamente porque, se o corpo físico de manifestação em que se enclausuram já não responde à sua ação por falência de possibilidades após o seu ciclo de magnetização, eles —os elementos anímicos de maior ou menor condição —jamais padecem a ausência de energia divina por fulcros inteligentes de ordem ainda inabordável pela cultura humana.

Quando a maturidade relativa da mente já lhe determina a libertação mais diligente dos despojos físicos no processo da morte, um novo desafio se apresenta ao ser ainda condicionado pela Lei às reencarnações sucessivas. É que, laborando vigorosamente no plano da sensibilidade, em que seus interesses, nem sempre afins com as verdades do Universo, ao se esboçarem pelo plasma mental dos pensamentos que lhe são próprios, cria a alma o campo de sua gravitação, desde a Terra, nas experiências multifárias a que se dá, definindo a própria destinação, que deverá vivenciar por herança insistentemente trabalhada por sua própria vontade, nas aberturas do arbítrio que lhe é facultado pelo Poder Cósmico. Referindo-nos a esta verdade que nos desvenda o dinamismo educativo e fomentador de substanciosa consciência do Universo, em favor dos filhos de Deus, queremos ressaltar a transitoriedade e o caráter ilusionista das edificações materiais do Orbe e das zonas purgatoriais das faixas que lhe correspondem no plano astral mais imediato.

A criatura sem identidade com o Amor e a Sabedoria do Pai — conquista que, plena, é lavor dos milênios sem conta — vivencia suas realidades essenciais, passos incertos e convenientes que lhe são sugeridos ou impostos pela incúria, ignorância ou viciação dos próprios sentidos, quando imersa no jogo das aparências falsas que lhe acalentam o menor esforço e a pseudo supremacia.

Refletindo maduramente sobre essa mecânica dolorosa e exaustiva que nosso ego nos impõe bastas vezes, fácil se nos torna depreender quando nossos interesses prevalecem por norte da própria projeção, a dificuldade pessoal de tratar, sem resistências e aversões, com o material imperecível e genuíno que Jesus nos legou pelo seu Evangelho de abnegação e sacrifício.

 

Livro: “Evolução e Vida” – Psicografia: Wagner Gomes da Paixão – Pelo Espírito André Luiz

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