Confidência

Confidência:Estátua-de-Chico-Xavier-na-cidade-de-Pedro-Leopoldo

Se eu pudesse, Jesus,

Desejava esquecer

A minha imperfeição,

A fim de ser contigo,

Onde houvesse aflição,

O suave calor

Do braço terno e amigo

Que derrame esperança em todo o sofrimento De modo que, na Terra,

Ninguém padeça em vão.

Queria ser

Uma chama de fé, ao longo do caminho,

Um pingo de bondade a descer persistente

Sobre a rocha do mal em que a treva se fez, 

Queria ser migalha de conforto

A todo o coração que esta sozinho,

Proteção a orfandade,  Companhia a viuvez.

Queria ser a brisa

Que refrigera a mente em cansaço profundo,

Combalida na prova

Quando a tristeza vem,

Queria ser a escora pequenina,

Que sustentasse os náufragos do mundo,

Para regresso a vida nova, Pelas vias do bem.

Queria ser a força do silencio

Que verte do sorriso de brandura

A suprimir o incêndio da revolta

De quem desespera ou se maldiz;

Queria ser o beijo da alma boa

Que seca o pranto de quem se tortura,

Ante os golpes de lama Da calunia infeliz.

Queria ser a prece que afervora

E alivia o doente,

Socorro, de algum modo, a retratar-se,

Queria ser, enfim, ao teu lado, Senhor,

Alguém que se olvidasse, inteiramente,

Dia a dia, hora a hora,

A fim de ser contigo, em toda parte, Uma benção de amor.

Maria Dolores

(Livro: Antologia da Espiritualidade – Psicografia: Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito Maria Dolores)

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