O último inimigo a vencer

                                             “O último inimigo a vencer é a morte.”

                                          P A U L O ( I C O R Í N T I O S , 15:26.)

Se a morte é o último inimigo a vencer, segue-se que há uma série deles, dentre os quais figura a morte como sendo o derradeiro.seara-do-senhor

Onde estão os outros? O mesmo Apóstolo responde: “O aguilhão da morte é o pecado”. Portanto, o pecado, sob suas multiformes modalidades, encerra os demais inimigos que cumpre ao homem vencer, para, finalmente, derrotar o último, que é a morte. Só, então, lhe será dado entoar o hino da vitória: “Onde está, ó morte, o teu poder; onde está, ó morte, o teu aguilhão?”.

Esse triunfo, que representa a suprema conquista, o homem — Espírito encarnado — logrará, “graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo”. Esta expressão de Paulo não implica na derrota da morte pelos méritos de Jesus, visto como é imprescindível que cada indivíduo combata os seus próprios inimigos, vencendo-os um a um, até que, por fim, extinga o império da morte como auspicioso corolário da grande campanha libertadora.

Jesus, como Ele mesmo disse enfaticamente, é o Caminho, a Verdade e a Vida. Seu papel, como Mestre, é ensinar e exemplificar, missão ingente que vem cumprindo em todos os seus pormenores e particularidades. A nossa obrigação, como discípulos, é perlustrar o caminho vivo, personificado no próprio Mestre, procurando imitá-lo, aprendendo com Ele a conhecer e vencer os nossos perigosos adversários.

As paixões inconfessáveis que escravizam e aviltam são nossas, nós as alimentamos através dos séculos, permitindo que nos dominassem.

A força do pecado é a lei — ensina Paulo. Isto quer dizer que na cobiça, na ambição, no orgulho, na lascívia, na inveja, que gera o despeito e o ódio, estão as causas criadas por nós e cujos efeitos, no cumprimento da lei da causalidade, tecem a trama que nos enreda, sujeitando-nos ao domínio da morte. A causa, sendo gerada na carne, na carne deve ser vencida. Daí os sábios dizeres do erudito vexilário do advento cristão: Por isso é necessário que este corpo corruptível se revista de incorruptibilidade, e este corpo mortal se revista de imortalidade; quando, pois, este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade e este corpo mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “Tragada foi a morte na vitória!”.

Destes luminosos ensinamentos do valoroso Apóstolo dos gentios ressalta, clara e evidente, a doutrina da reencarnação, porquanto não será jamais numa só existência que o homem conseguirá dominar as paixões, emancipando-se do ciclo evolutivo que se processa através do instinto. Só depois de vencida essa etapa pode o Espírito alcandorar-se às regiões etéreas, visto como a carne e o sangue não herdam o Reino de Deus, conforme também ensina o ex-discípulo de Gamaliel.

Fonte:

Texto extraído do Livro Na Seara do Mestre

Por: Pedro de Camargo (Vinicius)

Editora: FEB

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