Árdua ascensão – Parte II – Qs 104 e 105 Livro dos Espíritos

Estudo realizado na FEEAK Minas em 28/10/2016 por Carlos Alberto Braga Costa

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Uma resposta para “Árdua ascensão – Parte II – Qs 104 e 105 Livro dos Espíritos

  1. Forças Sexuais da Alma. – Jorge Andréa. Cap. IV, pag. 73.
    “No terceiro grupo, do homossexualismo, o ponto de interesse científico é a conotação patológica. Neste grupo consideramos todos os indivíduos, em distonias de variada ordem, que procuram atender aos sentidos com o parceiro do mesmo sexo, em práticas deformantes e desarmonizadas. Os homossexuais, além da satisfação sexual com o parceiro do mesmo sexo, poderão ter ou não uma espécie de “atração eletiva” na posição emocional. Isto traduz a maior ou menor profundidade patológica em que se acham envolvidos.
    Os homossexuais, em seus distúrbios, apresentam imensas variações cujos detalhes serão omitidos por não pertencerem ao esquema do livro. Anotemos, entretanto, que as distonias apresentam diversificações, não só no arcabouço psicológico em evidência na zona consciente, como, também, podem alcançar os desvios hormonais e mesmo o aspecto físico do indivíduo. Todas essas oscilações e graus de apresentações serão sempre a consequência das desarmonias na estrutura espiritual ou do inconsciente, em maiores ou menores desvios nas atitudes psicológicas ou físicas.
    Consideramos, sem qualquer sombra dê dúvida, que o homossexual, ao atender os sentidos em satisfação sexual, jamais estará em processo de realização conforme pensam algumas escolas. Ninguém se realiza no caminho do desequilíbrio e da desordem. A prática deformante é resultado da distonia íntima que carrega consigo, cujo processo desencadeará desajustes, principalmente no setor moral. A vivência desses mecanismos desarmônicos despertarão impulsos específicos que responderão, algum dia, pelo processo de integração na linha positiva da evolução. A reação-resposta, pela zona espiritual, estará diretamente ligada à ação desencadeante com toda a colheita das necessárias “dores-equilíbrio”. Então, o negativo, o erro, o processo degenerativo desenvolverá sempre mecanismos de defesa e de impulsos no sentido contrário, portanto evolutivo, não conseguindo, jamais, sedimentar posições inferiores ou paralisar o processo. O grande impulso evolutivo será sempre dirigido na faixa do equilíbrio e da harmonia; da distonia fica a experiência e vivência, a fim de criar defesas para a sedimentação de novas posições mais expressivas no bem comum. Existe, após a queda, sempre possibilidades de soerguimento.
    O homossexual, pelo desvio patológico, é um sofredor por excelência e pelas “emoções esgarçadas” é um solitário. Em regra geral apresenta dificuldades de relacionamento por ser obrigado, pelas contingências da vida social, a definir-se sexualmente. Amiúde, quando as pressões sociais são mais exigentes, quase sempre o homossexual desemboca nos conflitos neuróticos. São pessoas habitualmente egoístas, embora amáveis, porém, pela fragilidade do campo emocional, apresentam caráter bastante inseguro e oscilante. Essa estrutura psicológica permite que estejam, potencialmente, em hostilidade constante para com as pessoas.
    Com esse quadro, podemos avaliar a variabilidade das distonias no homossexual. Existirão homossexuais com desvios psicológicos bem acentuados do outro sexo, de modo a encontrarem-se, também, no grupo dos transexuais. Às vezes, o desvio é tão pronunciado que o próprio indivíduo exige uma definição de situação no sexo que psicologicamente carrega; por isso, deseja lançar mão das possibilidades cirúrgicas e tratamentos hormonais específicos, a fim de sentir o corpo físico mais afinizado com a sua emocionalidade psíquica.
    Os homossexuais são indivíduos com intensas manifestações psicossomáticas; são frágeis, desconfiados e profundamente sensíveis, o que lhes faculta certas tendências artísticas e agudeza perceptiva, muitas vezes traduzida por inteligência. Isto não quer dizer que não existam os casos associados de inteligência.
    A ajuda terapêutica pode ser feita desde quando haja o desejo, por parte do próprio indivíduo, de correção e equilíbrio. O tratamento básico, para essas distonias, é tentar direcionar a mente-vontade em realizações autênticas e construtivas, ao lado de absoluta castidade em relação aos seus impulsos sexuais, de periferia, sempre atados aos sentidos. Coibir os impulsos, porém dar ao mecanismo do psiquismo um trabalho construtivo, em qualquer área, para que, na construção e no dever cumprido, possa engajar-se na trilha das realizações espirituais. Atender aos sentidos pelos impulsos pervertidos é desestruturar a organização do inconsciente ou espiritual, cujas reações-respostas serão sempre severas pelos processos da reencarnação, em virtude do envolvimento com as energias criativas da alma.
    O homossexual que, pela sua condição patológica, insista na satisfação dos sentidos, absorverá, das descargas emotivas do encontro com sexo idêntico, energias da mesma polaridade; isso, logicamente, inundará, cada vez mais, os vórtices espirituais de “substâncias” que não se entrosam e muito menos se completam. A satisfação inadequada será exclusivamente da zona física, com o desajuste, cada vez mais ampliado, da organização espiritual.
    Todo movimento reencarnatório representará sempre uma busca de ordem e equilíbrio. Para o homossexual, existirá necessidade intransferível de vivência na castidade construtiva, a fim de encontrar a harmonia para as futuras formações corpóreas que as reencarnações podem propiciar. Somente assim haverá possibilidade de liberação e segura participação na estrutura evolutiva individual.”

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