Preparação dos Trabalhadores para Atividades Espíritas – O Centro Espírita

1.Conceito

 1.1.        Pode- se aplicar a um Centro Espírita “a qualidade de célula de disseminação do Espiritismo, tendo papel de extrema relevância na tarefa de transformação da Humanidade, do atual estágio em que se encontra para o estágio da REGENERAÇÃO que já se começa a intuir.” 

 (Pessoa de Luna Xerxes, Reformador, Set./1997 – Os Recursos Humanos e as Atividades da Casa Espírita) 

 

1.2.Segundo Emmanuel:

 “…e uma escola onde podemos aprender e ensinar, plantar o bem e recolher-lhe as graças, aprimorar-nos e aperfeiçoar os outros, na senda eterna”.

 (Emmanuel, Francisco Cândido Xavier, 10/04/1950, O Centro Espírita)

 1.3. Sob outro aspecto, o Centro é Posto de socorro, espiritual e Material. Acolhe desde a criança, que reclama diretriz no Bem, até os velhos, necessitados ou não de Assistência e fraternidade. É templo, é recanto de paz, acolhendo os desesperados, os angus­tiados, os revoltados.

(FEB, ESDE, Movimento Espírita, pag. 8O)

 

 1.4 “(…) é, para todos estes desencantados, o refugio e a consolação. É o oásis de paz e de esperança onde esperam encontrar Jesus de braços abertos, para a doce e suave Comunhão da fraternidade e da alegria.

 (Martins Peralva, Estudando a Mediunidade, cap.41)

 

1.5. “O templo é local previamente escolhido para encontro com as forças superiores.”

 (André Luiz, Waldo Vieira, Conduta Espírita, cap.11)

 

1.6.“E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o Evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.”

(Mateus, 4: 23)

2. A adequação do Centro Espírita para o Melhor Atendimento às suas Finalidades

“O Conselho Federativo Nacional, reunido na sede seccional da Federação Espírita Brasileira, em Brasília (DF), nos dias 1º a 3º de outubro de 1977, com o objetivo de conjugar as Conclusões das reuniões dos Conselhos Zonais da 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Zonas, levadas a efeito em Fortaleza (CE), Natal (RN), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ), de outubro de 1975 a abril de 1977, quando estudaram o tema “A Adequação do Centro Espírita para o melhor Atendimento de suas Finalidades”,

 CONSIDERANDO:

 1. que o Espiritismo é o Consolado prometido, que veio, no devido tempo, recordar e complementar  o  que  Jesus  ensinou, “restabelecendo todas as coisas no seu verdadeiro sentido”, trazendo, assim, à Humanidade as bases reais de sua espiritualização;

2. que é cada vez maior o número de pessoas que buscam no Espiritismo a orientação de que necessitam e a solução para os múltiplos problemas que as afligem;

3. que os Centros e demais entidades espíritas – neste Documento denominados “Centro –  como escolas de formação espiritual e moral que devem ser, desempenham papel relevante na divulgação do Espiritismo e no atendimento a todos os que nele buscam orientação e amparo;

4. que, para bem atender às suas finalidades, o Centro Espírita deve ser um núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita;

5. que o Centro  Espírita deve  ser compreendido como a casa de uma grande família, onde as crianças, os jovens, os adultos e os idosos tenham oportunidade de conviver, estudar e trabalhar;

6. que o Centro Espírita deve proporcionar aos seus freqüentadores oportunidade de exercitar o seu aprimoramento íntimo pela vivência do Evangelho em seus trabalhos, tais como os de estudo, de orientação, de assistência espiritual e de assistência social;

7. que o Centro Espírita deve criar condições para um eficiente atendimento a todos os que o procuram com o propósito de obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação;

8. que o Centro Espírita, como recanto de paz construtiva que deve ser, precisa manter-se em um clima de ordem, de respeito mútuo, de harmonia, de fraternidade e de trabalho, minimizando divergências e procurando superar o personalismo individual ou de grupo, a bem do trabalho doutrinário, propiciando a união de seus freqüentadores na vivência da recomendação de Jesus: “Amai-vos uns aos outros”;

9. que o Centro Espírita deve caracterizar-se pela simplicidade própria das primeiras Casas do Cristianismo nascente, com a total ausência de imagens,  paramentos,  símbolos,  rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores, tais como batizados e casamentos;

10. que o Centro Espírita, na condição de uma sociedade civil, deve organizar-se não apenas para desenvolver com eficiência as suas atividades bá­sicas, mas também para cumprir as suas obrigações legais;

11. considerando, finalmente, que o Centro Espírita, como unidade fundamental do Movimento Espírita que é, deve manter um clima de entendimento, de harmonia e de fraternidade com relação aos demais Centros Espíritas, procurando unir-se a todos com o propósito de confraternizar, de permutar experiências para o aprimoramento das próprias atividades e de promover realizações em comum;

 RESOLVE, por unanimidade, RECOMENDAR que os Centros Espíritas observem no seu funcionamento as seguintes diretrizes:

 

  • ORIENTAÇÃO:

Reconhecer que a vivência do Evangelho de Jesus-Cristo é o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

II –  ATIVIDADES BÁSICAS:

a) – Promover, com vistas ao aprimoramento íntimo de seus freqüentadores, o estudo metódico e sistemático e a explanação:

1 – da Doutrina Espirita no seu tríplice aspecto – científico, filosófico e religioso -, consubstanciada na Codificação Kardequiana;

2 – do Evangelho, segundo a Doutrina Espírita;

 b) – promover a evangelização da criança, à luz da Doutrina Espírita;

c) – incentivar e orientar o jovem para o estudo e a prática da Doutrina Espírita e favorecer-lhe a integração nas tarefas do Centro Espírita;

d) – promover a divulgação da Doutrina Espírita, também através do livro;

e) – promover o estudo  da mediunidade, visando oferecer orientação segura para as atividades mediúnicas;

f) – realizar atividades de assistência espiritual, mediante a utilização dos recursos oferecidos pela Doutrina Espírita, inclusive através de reuniões mediúnicas privativas de desobsessão;

g) – manter um trabalho de atendimento fraterno, através do diálogo, com orientação e esclarecimento às pessoas que buscam o Centro Espírita;

h) – promover o serviço de assistência social  espírita,  assegurando  suas características beneficentes, preventivas e promocionais, conjugando a ajuda material e espiritual, fazendo com que este serviço se desenvolva concomitantemente com o atendimento  às  necessidades  de evangelização;

i ) – incentivar e orientar a instituição do Culto do Evangelho no Lar.

 

III ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS:

 a) – Manter organização própria, segundo as normas legais vigentes, compatível com a maior ou menor complexidade de cada Centro e estruturada de modo a atender às finalidades do Movimento Espirita;

b) – estabelecer metas para o Centro Espírita em suas diversas áreas de atividade, planejando periodicamente suas tarefas e avaliando seus resultados;

c) – facilitar a efetiva participação dos freqüentadores nas atividades do Centro Espírita;

d) – estimular o processo de trabalho em equipe;

e) – dotar o Centro Espírita de locais e ambientes adequados, de modo a atender, em primeiro lugar, às atividades prioritárias;

f) – zelar para que as atividades exercidas em função do Movimento Espírita sejam gratuitas, vedada qualquer espécie de remuneração;

g) – não envolver o Centro Espírita quaisquer atividades incompatíveis com a Doutrina Espírita;

h) –   aceitar somente os auxílios, doações, contribuições e subvenções, bem como firmar convênios, de qualquer natureza e procedência, desvinculados de quaisquer compromissos que desfigurem o caráter espírita da Instituição ou que impeçam o normal desenvolvimento de suas atividades, em prejuízo das finalidades doutrinárias, preservando, assim, a total independência administrativa da Entidade.

IV – ATIVIDADES DE COMUNICAÇÃO:

 

a) – Promover a difusão do livro espírita;

 b) – utilizar os meios de comunicação – inclusive jornais, revistas, boletins informativos e volantes de mensagens, rádio e televisão -, na difusão da Doutrina Espirita e do Evangelho, de maneira condizente com os seus princípios;

c) – incentivar o estudo e a divulgação do Esperanto como instrumento neutro de fraternidade entre os homens e povos do mundo.

 V – ATIVIDADES DE UNlFlCAÇÃO:

a) – Participar efetivamente das atividades do movimento de unificação;

b) – conjugar esforços e somar experiências com as demais Instituições Espiritas de uma mesma localidade ou região de modo a evitar paralelismo ou duplicidade de realizações.

Brasília (DF), Sala das Sessões, 1º a 3 de Outubro de 1977.

(Do opúsculo “Orientação ao Centro Espírita” – FEB – 4ª edição- 1996)

 “Bem-aventurados os pobres de Espiri­to, porque deles é o reino dos Céus; Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados; bem-aventurados, os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.”

(Mateus, 5: 3,4 e 7)

 

 3. Características Fundamentais:

 A) “É uma escola de formação espiritual e moral, baseada no Espiritismo”

B) “É posto de atendimento fraternal a todos os que o procuram com o propósito de obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação.”

C) “É núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita”.

D) “É casa onde as crianças, os jovens, os adultos  e  os  idosos  tenham oportunidade de conviver, estudar e trabalhar, dentro dos princípios espiritas”.

E) “É oficina de trabalho que proporciona aos seus freqüentadores oportunidade de exercitar o aprimoramento íntimo, pela vivência do Evangelho em suas atividades”.

F) “É recanto de paz construtiva, proporcionando a união de seus freqüentadores na vivência da recomendação de Jesus: “Amai-vos uns aos outros”.

G) É a simplicidade própria das primeiras Casas do Cristianismo nascente na prática da caridade, na total ausência de imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores.”

H) “É unidade fundamental do Movimento Espírita.”

(Folheto da Campanha da Divulgação do Espiritismo, Divulgue O Espiritismo FEB)

 

“E foram ter com ele ao templo cegos e coxos, e curou-os.”

(Mateus, 21: 14)

 4. Estrutura Organizacional do Centro Espírita:

 4.1. As reuniões:

 Dentro do propósito de melhor conhecer “O Centro Espírita: seus objetivos, sua organização e os documentos norteadores de suas atividades”, indicamos o estudo do documento “Orientação ao Centro Espírita”, aprovado pelo CFN da FEB em julho de 1980, onde uma série de “orientações são oferecidas a titulo de sugestão e subsidio às atividades dos Centros Espíritas, que, em função de suas realidades próprias, poderão adotá-las, parcial ou totalmente, bem como adaptá-las às suas necessidades”.

Referido documento trata das seguintes atividades dos Centros Espíritas:

I – Reunião de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita;

II – Reunião de Estudo Doutrinário;

III – Reunião de Divulgação Doutrinária;

IV – Reunião de Assistência Espiritual;

V – Reunião de Estudo e Educação da Mediunidade;

VI – Reunião de Desobsessão;

VII – Evangelização da Infância;

VIII – Reunião de Estudos Doutrinários e Atividades da Mocidade ou Juventude Espírita;

IX – Serviço Assistêncial Espírita;

X – Divulgação e Comunicação;

XI – Culto do Evangelho no Lar;

XII – Atividades de Unificação do Movimento Espírita:

XIII – Reunião de Trabalhadores do Centro Espirita;

XIV – Reunião Comemorativa;

XV – Recomendações Gerais.

 (Do opúsculo “Orientação ao Centro Espírita” – FEB -edição- 1996)

4.2. Os Departamentos:

 

É de extrema importância que os Departamentos do Centro Espírita se organizem em função de suas necessidades e realidades para melhor cumprimento dos objetivos de seu trabalho, devidamente estabelecidos nas reuniões com a diretoria. É indispensável a organização das atividades de cada departamento por meio de um regimento seguro, nas áreas:

 A. Área da Atividade Mediúnica e do Atendimento Espiritual no Centro Espírita

B. Área da Comunicação Social Espírita

C. Área do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

D. Área de Infância e Juventude

E. Área do Serviço de Assistência e Promoção Social Espírita

O Regimento Interno de cada departamento é um documento auxiliar, que estrutura suas atividades, conscientizando a respeito de deveres e responsabilidades dos trabalhadores; bem como estabelece as diretrizes básicas que nortearão os trabalhos.

OBS.:

As áreas acima citadas correspondem à realidade do Movimento Espírita à época da edição da obra “Organização dos Centros Espiritas” em 1978. Hoje porém inúmeras Federativas já ampliaram sua atuação a outras frentes de trabalho. Tais como: Departamento da Família, Departamento do Esperanto, Departamento do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, Departamento de Preparação de Trabalhadores, Departamento do Estudo do Evangelho e outros.

 “E agora digo-vos: dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus”.

(Atos, 5: 38 e 39)

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