Se com tua fé semeias brigas, à colheita de aflições te obrigas

Jornal do Tempo, Coluna Jose Reis Chaves

        Há uma lei moral universal de todas as escrituras sagradas e que nos ensina que colhemos o que semeamos. É a lei cármica ou de causa e efeito. A Igreja a chama de purgatório. E os teólogos de hoje dizem que não sabem  onde ele fica, o que deixa uma brecha para se pensar que ele é aqui mesmo na Terra, o “vale de lágrimas” da “Salve Rainha”. De fato, como diz o dito popular: “Aqui se faz, aqui se paga”, o que, por sua vez, nos faz pensar na reencarnação. E lembremo-nos de outro dito popular: “A voz do povo é a voz de Deus.”

        E somos nós mesmos que manipulamos a lei de causa e efeito. Deus é amor. Tento explicar isso. Dizemos que democracia é liberdade de imprensa. São palavras de sentidos diferentes, mas são inseparáveis uma da outra, pois onde há democracia, há liberdade de imprensa.  A imprensa livre é inerente à democracia e procede dela. Assim também, Deus é amor no sentido de que o amor é inerente a Deus e procede Dele. Mas a democracia pode ser imperfeita e, consequentemente, ter uma imprensa não perfeitamente livre. Deus, porém, por ser infinitamente perfeito, Dele só pode emanar o amor, infinitamente também perfeito. E, se o amor de Deus é infinitamente perfeito, jamais Deus pode ser vingativo e jamais pode castigar alguém. Aliás, o substantivo castigo, de acordo com sua etimologia (do verbo latino “castigare”), significa purificação. O que, pois, acontece com a lei de causa e efeito é que ela é uma lei divina, criada por Deus ou por um ou mais espíritosem nome Dele, já que Deus tem seus espíritos trabalhando no seu projeto. (Hebreus 1:14). E os espíritos criadores de leis ou fatos divinos tanto podem ser encarnados como desencarnados. Por exemplo, na Bíblia há muitos espíritos trazendo mensagens de Deus (do mundo espiritual) para nós. Eles são chamados de anjos (“aggelos” em grego, e “angelus” em latim), que significam mensageiros, enviados ou “office-boys” de Deus, trazendo mensagens para nós. Esqueçamo-nos, pois, da ideia errada mitológica de que anjo é uma figura humana com asas, que só está certa no sentido de que os anjos são mesmo espíritos humanos puros, angélicos ou purificados, que já pagaram tudo até o último centavo. (Mateus 5: 26; e Lucas 12: 59). E essa ideia de anjo é universal, com exceção para alguns cada vez mais reduzidos segmentos judaico-cristãos. É que as mudanças na teologia cristã estão evoluindo agora mais dos leigos para as autoridades religiosas.

        As religiões, na sua essência, nos ensinam a vivência do amor a Deus e ao nosso semelhante, isto é, como empregarmos corretamente o nosso livre-arbítrio, para que a lei cármica se torne para nós um meio de nos levar à libertação do sofrimento.

       E é lamentável e mesmo um absurdo que haja pessoas que fazem da sua própria religião um instrumento de desarmonia entre elas e seus parentes, amigos conhecidos e até com seus líderes religiosos!

      Isso porque, de acordo com o ensino do excelso Mestre, quem dos irmãos se afasta, semeando a discórdia, automaticamente também de Deus se afasta, obrigando-se, pois, à colheita futura de dores e aflições!

 

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Uma resposta para “Se com tua fé semeias brigas, à colheita de aflições te obrigas

  1. Angela Carneiro da Cunha

    Muito bom. Lei Causa é Eleito, de André Luiz bom roteiro para chegar perto
    Uma Paz. Obrigada a FEEAK MINAS.

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