Parábola do Rico insensato – Evangelho e Vida

Estudo realizado na FEEAK Minas em 24/03/2016 por Aias Oliviera

Estudo (12) Cartas de Paulo – O justo viverá da fé

Estudo realizado em 23/08/2016 por Carlos Alberto Braga Costa

áudio

vídeo

Espiritismo não é Igreja e Kardecismo não existe…

” A gente não faz amigos, reconhece-os.”  (Vinícius de Morais) 
 Banner dos PrincipiosBsicos
 
 
Partindo do princípio que o objetivo de todo jornalística ético e sensato é o de informar bem, com coerência, honestidade, dignidade e imparcialidade, preocupando-se sempre com o indispensável conhecimento da causa que leva a reportar, venho apresentar-lhes uma contribuição em cima de um assunto que muitos profissionais do jornalismo, embora bem intencionados, terminam cometendo equívocos lamentáveis, por uma inexplicável ignorância que compromete os seus nomes bem como o dos veículos por onde vinculam as suas matérias ou reportagens.
Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do “achismo” e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa.
Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta.
Vamos aos assuntos:
Espiritismo não é igreja
Em princípio corrijam a conceituação inicial: Espiritismo não é simplesmente religião. Ele não veio ao mundo com objetivo nenhum de ser religião. Trata-se de uma doutrina filosófica, com base calcada na racionalidade, na lógica e na razão, apenas com conseqüências religiosas, haja vista que os seus adeptos ficam livres da submissão a qualquer religião, por não serem obrigados a coisa nenhuma e nem serem proibidos de nada. Há centros espíritas que se portam como se fossem igrejas, mas isto é produto da concepção equivocada dos seus dirigentes, que ainda sentem a necessidade da rezação, em que pese o Espiritismo ser algo muito acima disto.
Não existe “Kardecismo”, existe “Espiritismo”
O jornalista equivocado costuma utilizar-se da expressão “kardecismo” , para identificar algo que ele imagina ser uma “ramificação” do Espiritismo, achando que Espiritismo é um “montão de coisas” que existe por aí, quando na realidade não é.
A palavra “Espiritismo” foi criada, ou inventada, como queiram, pelo senhor Allan Kardec, exclusivamente, para denominar a doutrina nova que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios.
Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que utiliza-se da denominação “Espiritismo”, fora desta que se enquadre nos seus postulados, está utilizando-se indevidamente de uma denominação, mergulhando no campo da fraude. Daí a verdade que o nome disto que vocês chamam de “kardecismo”, verdadeiramente é “Espiritismo”.
Apenas para clarear o campo de conhecimento dos que ainda têm dúvidas, em achar que Candomblé, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas é Espiritismo, vai aqui uma pequena tabela, exemplificando algumas práticas de alguns segmentos, para apreciação daqueles que consideram relevante o uso da inteligência e do bom senso, a fim de um discernimento mais coerente e responsável.
Veja quem adota e quem não adota o quê.

Procedimento, prática ou ritual Continuar lendo

Os Espíritos estão em toda parte? Qs 84 a 87 Livro dos Espíritos

Estudo realizado na FEEAK Minas com Carlos Alberto Braga 19/08/2016

áudio

vídeo

Estudo (40) Apocalipse – Tema: Em busca da felicidade

Estudo realizado em 18/08/2016  por Carlos Alberto Braga Costa

áudio

 

vídeo

Estudo (40) Apocalipse – Em busca da felicidade

Estudo realizado em 18/08/2016  por Carlos Alberto Braga Costa

áudio

 

vídeo

Concordar para não contrariar ? Artigo

Kardec e Herculano Pires alertam: para combater o Espiritismo de dentro basta cruzar os braços, sorrir amarelo e concordar para não contrariar
PAULO HENRIQUE DE FIGUEIREDO 17/08/2016

Allan Kardec tinha consciência e também foi avisado pelos espíritos de que a teoria libertadora do Espiritismo seria combatida por espíritos e homens interessados em manter a humanidade ignorante, submissa e atrasada. Mergulhados nas imperfeições derivadas de seu orgulho e egoísmo, sedentos por privilégios e servilismo, cientes das grandes responsabilidades pessoais e do longo trabalho de reconstrução de suas personalidades à qual deverão empreender por livre vontade, resta-lhes a tentativa de atrapalhar, atrasar o esforço alheio, pela ilusão de não se verem sozinhos no estado de sofrimento a que se reduziram.
Em 1867, por meio de um médium em profundo estado sonambúlico, Kardec ouviu dos espíritos uma longa narrativa profética dos planos traçados para tentar destruir o doutrina espírita. Desde os insultos e ameaças dos púlpitos até a difamação nos órgãos de imprensa, todos os esforços se voltariam contra a doutrina da liberdade. Mas um passo decisivo seria dado, revelou a profecia, quando os inimigos pensaram sobre o Espiritismo:
“Antes que ele não esteja inteiramente realizado, tratemos de desviá-la em nosso proveito” (Revista Espírita de 1867, página 167).
O plano estava mudado, ao invés de atacar o espiritismo de fora, imitando o episódio histórico do cavalo de Tróia, agora a tentativa seria ataca-lo por dentro, por meio daqueles que participam do movimento de sua divulgação. Vejamos o que os espíritos disseram à Kardec:
“Vereis se formarem reuniões espíritas, cujo objetivo declarado será a defesa da doutrina, e o secreto será a sua destruição; supostos médiuns terão as comunicações de comando apropriadas ao oculto objetivo que se propõem; publicações que, sob o manto do espiritismo, se esforçarão por demoli-lo; doutrinas que lhe emprestarão algumas ideias, mas com o pensamento de suplantá-lo. Eis a luta, a verdadeira luta a ser sustentada, e que será perseguida com obstinação, mas da qual sairá vitorioso o mais forte” (Idem, ibidem).
O Espiritismo, de forma inédita e definitiva, oferece uma teoria moral renovadora, transformadora. Diferindo de todas as tradições religiosas em seus ensinamentos metafísicos, ele afasta as ideias de queda, castigo divino, degeneração do mundo, condenação, sofrimento como punição, enfim, toda a doutrina do pecado. Em seu lugar oferece a verdadeira relação de Deus conosco como sendo estabelecida pela mais plena liberdade. A moral é uma conquista do esforço pessoal, da luta por renovar-se, o Espiritismo revela a autonomia moral como lei fundamental do mundo espiritual. Contamos toda essa história na obra Revolução Espírita – a teoria esquecida de Allan Kardec.
Essa profecia de 1867 foi um alerta para o futuro do movimento espírita. Falsas teorias, médiuns fascinados, deturpações e mistificações seriam incorporadas ao discurso das tribunas e letras dos artigos deturpando a mensagem original.
Kardec não sabia que a doutrina que estabeleceu em suas obras iria atravessar o oceano e chegar amplamente divulgada em terras brasileiras. No entanto, a profecia dos planos para destruir o Espiritismo se fez plena e ampla por aqui, desde os tempos de sua chegada no século 19.
Nem todos, porém, se calaram! Lideres e estudiosos da doutrina espírita clamaram pela tese espírita da liberdade, da educação, da autonomia moral, em defesa dos conceitos fundamentais originários dos espíritos superiores. Avisaram aos participantes do movimento espírita de que seria fundamental seguir as orientações de Kardec na defesa do Espiritismo, como o alerta que o mestre fez em 1865:
“É um dever para todos os espíritas sinceros e devotados repudiar e desaprovar abertamente, em seu nome, os abusos de todos os gêneros que poderiam comprometê-la, a fim de não lhes assumir a responsabilidade. Pactuar com esses abusos seria tornar-se cúmplice e fornecer armas aos nossos adversários” (Revista Espíritade 1865, p.20).
Kardec não entrava em polêmicas pueris, não dedicava seu tempo a tentar convencer quem não combatia o Espiritismo, não respondia cartas anônimas. Investia seu tempo em esclarecer os interessados, aqueles que desejavam compreender mais profundamente essa doutrina. E não fugia do debate quando os pontos fundamentais eram deturpados, ou os meios de comunicação anunciavam inverdades:
“Há polêmica e polêmica; e há uma diante da qual não recuaremos jamais, que é a discussão séria dos princípios que professamos. Entretanto, aqui mesmo há uma distinção a fazer; se não se trata senão de ataques gerais, dirigidos contra a Doutrina, sem outro fim determinado que o de criticar, e da parte de pessoas que têm um propósito de rejeitar tudo o que não compreendem, isso não merece que deles se ocupe” (Revista Espírita de 1858, p. 199).
No século passado, os conselhos de Kardec foram ouvidos por diversos estudiosos espíritas. Uma dessas vozes conscientes, desses influentes líderes altivos, sinceros e dedicados à causa espírita foi o filósofo Herculano Pires. Suas obras, conquistas perenes de um trabalho árduo e incansável e quase solitário foi um exemplo, um modelo, uma inspiração para as novas gerações de espíritas. Sua dedicação ao recobramento do Espiritismo tal como proposto por Kardec tem se refletido nos trabalhos e estudos conscientes de diversos pesquisadores, palestrantes e médiuns alertas e atuantes do movimento espírita. Alguns puderam ouvir ao vivo a voz firme, consoladora e determinada das palestras, aulas e programas radiofônicos de Herculano. A grande maioria despertou o interesse e mergulhou ávido nas obras de Kardec depois de ler os importantes livros do maior filósofo espírita que tivemos. Herculano Pires é o patrono de todos que atualmente lutam para romper as amarras deturpatórias nas quais a divulgação espírita tem mergulhado.
Um alerta consciente foi dado por Herculano na obra Curso Dinâmico de Espiritismo, diante das deturpações e desvios que ele via ocorrer no meio espírita de seu tempo, e, vale lembrar, fazendo eco à profecia de 1867 dada a Kardec que citamos acima:
“Todo espírita consciente de suas responsabilidades humanas e doutrinárias está no dever intransferível de lutar contra essas ondas de poluição espiritual que pesam na atmosfera terrena. Ninguém tem o direito de cruzar os braços em nome de uma falsa tolerância que os levará à cumplicidade. Os próprios e infelizes corifeus e propagadores dessas teorias ridículas são os mais necessitados de socorro. É legítima caridade repelir todas essas fantasias em nome da verdade, mesmo que isso magoe os companheiros iludidos” (Idem, p. 98).
Não se pode ficar quieto, aceitando as coisas como estão, questionando-se: “o que se pode fazer? as coisas são assim mesmo, não vale a pena mexer, só vai me trazer problemas”. Essa tolerância é uma cumplicidade indesculpável. Não se pede o combate direto, a caça às bruxas, não! A atitude de renovação não é essa falsa defesa. Polêmicas que descambam para o personalismo, para a discussão vazia e interminável nada acrescenta. Só demonstra desunião e despreparo. Em verdade, essas são as armas da intolerância. Quando se persegue e se denuncia indiscriminadamente se cria clima tenso, onde ninguém tem razão e a causa fica à margem. Nessa situação lamentável, todos acusam, sem que estejam certos ou errados. A real solução está na reconstrução dos ensinamentos originais pela laboriosa recuperação e pelo esclarecimento por meio do diálogo, do debate produtivo, da tolerância, da liberdade de pensamento. Veja como Herculano alerta de forma enfática e sem rodeios:

“A tolerância comodista dos que veem o erro e se calam é crime que terá de ser pago no futuro. Quem pactua com o erro para não criar problemas está, sem o saber, enleando-se nas teias sombrias da mentira, compromissando-se com os mentirosos. E esse compromisso é um desrespeito a todos os que se sacrificaram no passado e se sacrificam no presente para ajudar a Humanidade na defesa dos seus direitos evolutivos. Este é o momento grave da evolução terrena em que não podemos esquecer a advertência de Jesus: Seja o teu falar sim, sim; não, não. Multidões de criaturas foram sacrificadas no passado para que a Humanidade se libertasse de seus enganos e pudesse encontrar os caminhos limpos da verdade, ou seja, das coisas reais, verdadeiras, que nos conduzem ao saber e à liberdade. Se trairmos hoje, comodistamente, esses mártires inumeráveis, estaremos conspurcando a dignidade humana, cobrindo de lixo as sendas da verdade abertas pelo Cristo e agora reabertas pelo Espírito da Verdade através de Kardec” (Idem, ibidem).
E então, definindo claramente a melhor maneira de combater o Espiritismo, como se propôs a demonstrar o título deste artigo, explica Herculano Pires:
“Não há mais lugar para comodismos, compadrismos, tolerâncias criminosas no meio espírita. Cada um será responsável pelas ervas daninhas que deixar crescer ao seu redor. É essa a maneira mais eficaz de se combater o Espiritismo na atualidade: cruzar os braços, sorrir amarelo, concordar para não contrariar, porque, nesse caso, o combate à doutrina não vem de fora, mas de dentro do movimento doutrinário” (Idem, ibidem).
Para compreender esse estado de coisas vale a pena a seguinte comparação que a esclarece. Vamos supor que o governo detectasse que as ideias equivocadas espalhadas pela multidões sobre a física estivessem prejudicando o desenvolvimento de nossa sociedade. Um plano seria proposto para reverter a situação: ensinar física por todos os meios de divulgação em mensagens simples e objetivas, explicando os conceitos básicos da física moderna, de forma a reverter os equívocos da cultura popular. Mas quem vai elaborar esses ensinamentos? Os burocratas do governo? Os políticos? Os profissionais da imprensa? Não! De forma alguma! Só seria possível construir um plano coerente de ensino da física por quem tenha estudado profundamente essa ciência. Nada mais coerente. De resto, a ação naufragaria.
O mesmo ocorre com o Espiritismo, que em seu conteúdo tem a extensão e profundidade das demais ciências. Não existem, porém, professores e especialistas no Espiritismo. Não há quem se possa qualificar como tal. Diante da doutrina espírita somos todos estudantes! Todavia, uma divulgação consciente e adequada do Espiritismo só é possível depois de um estudo profundo de toda a obra de Kardec, incluindo seus livros, a coleção da Revista Espírita, além do conhecimento do contexto cultural francês do século 19, para que os artigos e hipóteses apresentadas por Kardec façam sentido hoje, pois os paradigmas das ciências mudaram muito nos últimos 150 anos.
Recomendamos a leitura de obras complementares como as de Herculano, também. Elas são inspiradoras de uma atitude corajosa e responsável diante da teoria espírita. Seu alerta é atual e precisa ser divulgado, para que no futuro, com o Espiritismo recuperado e conhecido pelas multidões, secundando a regeneração da humanidade, torne esse estado de coisas descrito a seguir pelo filósofo apenas um infeliz episódio do passado:

“Bastam esses fatos para nos mostrar que o Espiritismo é o Grande Desconhecido dos próprios espíritas. E é por isso, por causa dessa negligência imperdoável no estudo da doutrina, que os próprios adeptos se transformaram em eficientes instrumentos de combate ao Espiritismo. As pessoas de bom-senso e cultura se afastam horrorizadas de um meio em que só poderiam permanecer em ritmo de retrocesso ao condicionamento das crendices e do fanatismo. No campo científico o nada não existe nem pode existir. E como a base da doutrina é a Ciência, a sólida base dos fatos, a verdade incontestável ê que o nosso movimento espírita não tem base. Se os espíritas conscientes não se dispuserem a uma tentativa de reconstrução, de reerguimento desse edifício em perigo, ficaremos na condição de nababos que desprezam as suas riquezas por incompetência para geri-las. Temos nas mãos a Ciência Admirável que o Espírito da Verdade propôs a Descartes e mais tarde confiou a Kardec. Mas do que vale a ciência e o poder, a fortuna e a glória, se não formos capazes de zelar por tudo isso e nem mesmo de compreender o que possuímos? Nós mesmos abrimos o portal da muralha e recolhemos, alegres e estultos, o Cavalo de Tróia em nossa fortaleza inexpugnável” (Curso Dinâmico de Espiritismo).

Kardec e Herculano Pires alertam: para combater o Espiritismo de dentro basta cruzar os braços, sorrir amarelo e concordar para não contrariar