O Amor

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Léon Denis

 

O amor é a celeste atração das almas e dos mundos, a potência divina que liga os Universos, governa-os e fecunda; o amor é o olhar de Deus!

Não se designe com tal nome a ardente paixão que atiça os desejos carnais. Esta não passa de uma imagem, de um grosseiro simulacro do amor. O amor é o sentimento superior em que se fundem e se harmonizam todas as qualidades do coração; é o coroamento das virtudes humanas, da doçura, da caridade, da bondade; é a manifestação na alma de uma força que nos eleva acima da matéria, até alturas divinas, unindo todos os seres e despertando em nós a felicidade íntima, que se afasta extraordinariamente de todas as volúpias terrestres.

Amar é sentir-se viver em todos e por todos, é consagrar-se ao sacrifício, até à morte, em benefício de uma causa ou de um ser. Se quiserdes saber o que é amar, considerai os grandes vultos da Humanidade e, acima de todos, o Cristo, o amor encarnado, o Cristo, para quem o amor era toda a moral e toda a religião. Não disse ele: “Amai os vossos inimigos”?

Por essas palavras, o Cristo não exige da nossa parte uma afeição que nos seja impossível, mas sim a ausência de todo ódio, de todo desejo de vingança, uma disposição sincera para ajudar nos momentos precisos aqueles que nos atribulam, estendendo-lhes um pouco de auxílio.

Uma espécie de misantropia, de lassidão moral por vezes afasta do resto da Humanidade os bons Espíritos. É necessário reagir contra essa tendência para o insulamento; devemos considerar tudo o que há de grande e belo no ser humano, devemos recordar-nos de todos os sinais de afeto, de todos os atos benévolos Continuar lendo

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Na Exaltação do Amor

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E.S.E.- Cap. XI – Item 10

A folha ressequida que cai, anônima, do pedúnculo em que nasceu, é bem o símbolo do poder oculto de Deus em a Natureza.

Poder que é força, vida e amor…

Quem a recolheu?

O Sol? Não. O Vento? Não. O Homem? Não.

A folha desceu por si mesma, segundo os ditames preestabelecidos pelas leis gerais do Universo, para o seio fecundante da Terra, que a transforma em novo elemento no laboratório da incessante renovação.

Assim também se movem as criaturas e os destinos.

A folha cai… Os mundos caminham… O homem evolve…

Brilha o Sol, naturalmente, mantendo a família planetária nos domínios da Casa Cósmica.

Avança o vento, sem esforço, nutrindo a euforia das plantas.

Em princípios de soberana espontaneidade, constrói o homem a própria existência.

Saber não é tudo.

Só o amor consegue totalizar a glória da vida. Quem vive respira. Quem trabalha progride. Quem sabe percebe. Continuar lendo

A Treva e a Luz

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  Mateus, 6: 26 a 29; 13: 24 a 47 

 

A noite moral, aziaga e triste, dominava as paisagens espirituais da Palestina quando brilhou a Sua luz. À semelhança de um sol morno e suave de primavera, Sua irradiação emocional penetrava os poros das almas e revitalizava-as. A apatia e a violência, que se sucediam periodicamente nos poderosos tanto quanto nos infelizes, eram alteradas em razão da onda de magnetismo especial que tomava conta dos sentimentos humanos.

Foram tantos os profetas que vieram antes e prometeram bênçãos uns, enquanto outros haviam amaldiçoado grande parte da mole humana, que este, recém-apresentado, se destacava pela originalidade das suas alocuções, sempre sustentadas pelo exemplo de abnegação e cimentadas pelo sentimento de amor.

Nunca antes se ouvira algo ou alguém igual, que se Lhe equiparasse.

Dele se irradiava um poderoso magnetismo que enlevava e conquistava aqueles que O ouviam. Sua voz era meiga e forte, como a brisa que musica o ar e murmura, ou como a flauta que alteia o seu canto e desce em soluço quase inaudível.

A treva era poderosa, mas a luz que ora clareava o mundo jamais se apagaria…

As espigas de trigo dourado oscilavam ao vento brando, enquanto o mar gentil debruçado sobre as praias largas erguia o dorso levemente açoitado pelo sopro que vinha do Norte.

Era um dia qualquer, no calendário da Galileia, porém, se tornaria especial e inesquecível. Aqueles homens e mulheres que foram convocados jamais O esqueceriam.

Encontravam-se na faina a que se acostumaram, quando escutaram o Seu chamado. Não saberiam informar o que lhes acontecera. Simplesmente abandonaram os quefazeres e O seguiram, fascinados e felizes, mesmo sem O conhecerem. Continuar lendo

Cegos Para A Verdade

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“E, saindo eles de Jericó, seguiu-o grande multidão.
E eis que dois cegos, assentados junto do caminho, ouvindo que Jesus passava, clamaram, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!
E a multidão os repreendia, para que se calassem; eles, porém, cada vez clamavam mais, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós!
E Jesus, parando, chamou-os, e disse: Que quereis que vos faça?
Disseram-lhe eles: Senhor, que os nossos olhos sejam abertos.
Então Jesus, movido de íntima compaixão, tocou-lhes nos olhos, e logo seus olhos viram; e eles o seguiram.”

                                                               Mateus, 20:29 a 34 

 

Jericó era uma cidade encantadora, bordada de flores e de laranjeiras que periodicamente explodiam em festa de perfume, prenunciando a frutescência. Rica em fontes e córregos, situada próximo ao rio Jordão e a Jerusalém, constituía um dos orgulhos da Judeia.

A cidade antiga, hoje reduzida a ruínas calcinadas, data de época mui recuada, a quase VII mil a.C, em pleno período neolítico. Destruída inúmeras vezes, teve as suas muralhas sempre reconstruídas, tendo sido palco da lenda que se tornou clássica, em torno das trombetas de Josué, que a teriam derrubado entre os anos de 1.400 a 1.260 a.C. Sempre experimentou terríveis flagelos, como ocorreu por volta do século XVII a.C, quando foi incendiada. Abandonada essa área primitiva, foi reconstruída em lugar próximo por Herodes, que a aformoseou, preservando toda a sua grandeza histórica.

Suas belas residências e mansões hospedavam pessoas ricas e cultas, que se permitiam recepções faustosas e festas retumbantes.

Era quase passagem obrigatória entre a Galileia e Jerusalém.

Muitas vezes Jesus a visitara, quando das Suas jornadas à Cidade Santa para o Seu povo. Ali mantivera contatos comovedores, havendo, oportunamente, penetrado o coração e a mente astuta de Zaqueu, o cobrador de impostos, que se tornara detestado pela cupidez e fortuna amealhada, mas que fora tocado pelas notícias que dele ouvira, havendo subido em uma figueira, a fim de vê-lo passar, quando foi convocado a recebê-lo no seu lar…

É em uma estrada de Jerusalém, que conduzia a Jerico, que o Mestre comporá a incomparável parábola do bom samaritano, lecionando bondade sem alarde e Amor desinteressado, como recursos essenciais para entrar-se no Reino dos Céus.

Naquela cidade, portanto, famosa também pelas frutas secas e vinho capitoso, Jesus operou fenômenos incomparáveis, tocando a sensibilidade das massas que O acompanhavam, assim como de todos aqueles que ali residiam e os presenciaram.

Pairava no ar o perfume balsâmico da Natureza em festa, e o Sol dourava os campos ornados pelas flores primaveris. Havia uma festa de sons quase inaudíveis, entoados pelo vento e pelo farfalhar das folhas do arvoredo, enquanto a taça de luz derramava claridade por toda parte. Continuar lendo

ENTRE  O  BEM  E O MAL

Entre o Bem e o Malbem e mal

 

O Gênio do Bem e O Gênio do Mal aproximaram-se simultaneamente do Homem e ocuparam-lhe as antenas receptivas da mente, disputando-lhe a colaboração.

 

Empenhado na construção do Reino de Deus, sobre a Terra, o Gênio do Bem, mais poderoso e mais forte, assoprou-lhe a fronte, desanuviando-a, e notificou-lhe, através do “sem fio” do pensamento:

 

– Filho meu, venho abrir-te Caminho para a luz eterna. Arrebatar-te-ei a sublimes culminâncias. Integrarás o séquito de cooperadores do Altíssimo. Com o teu concurso, o planeta libertar-se-á da peste, da fome e da guerra e o paraíso brilhará entre as criaturas…

 

Fremia o Homem de gozo íntimo. Continuar lendo

A  TAREFA  RECUSADA

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Irmão X

Atanásio, o devotado orientador espiritual de grande grupo doutrinário, admitido à presença de nobre mentor dos planos elevados, explicou-se comovido:

 

— Nobre amigo, venho até aqui solicitar-vos providência inadiável.

 

— Diga, irmão — respondeu carinhoso o interpelado —, a Bondade Divina nunca nos faltará com recursos necessários aos serviços justos.

 

— É que o nosso grupo na esfera do Globo — esclareceu o mensageiro, evidenciando sublimes esperanças — precisa estabelecer tarefa curativa, com a cooperação dos companheiros encarnados. Nossos trabalhos são visitados diariamente por enormes fileiras de criaturas necessitadas de amor e consolação. Como não ignorais, generoso amigo, há na Terra corações esterilizados pelo sofrimento, espíritos endurecidos pelas desilusões, almas cristalizadas na amargura… Permiti-me integrar alguns dos irmãos na posse dos bens de curar. Semelhante concessão seria motivo de enorme contentamento entre os operários espirituais da casa de serviço confiada ao meu coração.

 

A entidade superior refletiu alguns instantes e considerou: Continuar lendo

O Amor Tudo Sofre – psicografia de Chico Xavier