Os Espíritos Podem Retrogradar?

Os Espíritos Podem Retrogradar?globo terrestre

 

A Doutrina Espírita nos ensina que, em sua origem, os Espíritos se assemelham a inocentes crianças, isto é, são simples, ignorantes e completamente inexperientes, carecendo adquirir, pouco a pouco, os conhecimentos que haverão de conduzi-los à plenitude da sabedoria e da bondade. (questão 634)

Diz-nos, ainda, que todos possuem, latentes, as mesmas faculdades, cujo desenvolvimento mais ou menos rápido depende de seu livre arbítrio, o qual, por sua vez, vai-se ampliando e fortalecendo à medida que cada um toma. consciência de si mesmo nos embates da Vida.

Nessa escalada, os Espíritos estão sujeitos a errar e permanecer estacionários por algum tempo; jamais, porém, poderão degenerar, tornando- se piores do que eram, nem. cristalizar-se definitivamente em determinado estágio evolutivo, contrapondo-se à ordem divina que os inipele para a frente e para o alto. Continuar lendo

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Ouvirás Decerto – psicografia de Chico Xavier

O Amor

O Amor

 

maxresdefault (1)O amor é a celeste atração das almas e dos mundos, a potência divina que liga os Universos, governa-os e fecunda; o amor é o olhar de Deus!

 

Não se designe com tal nome a ardente paixão que atiça os desejos carnais. Esta não passa de uma imagem, de um grosseiro simulacro do amor. O amor é o sentimento superior em que se fundem e se harmonizam todas as qualidades do coração; é o coroamento das virtudes humanas, da doçura, da caridade, da bondade; é a manifestação na alma de uma força que nos eleva acima da matéria, até alturas divinas, unindo todos os seres e despertando em nós a felicidade íntima, que se afasta extraordinariamente de todas as volúpias terrestres.

 

Amar é sentir-se viver em todos e por todos, é Continuar lendo

FIDELIDADE A DEUS

 

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Depois das primeiras prédicas de Jesus, respeito aos trabalhos ingentes que a edificação do reino de Deus exigia dos seus discípulos, esboçou-se na fraterna comunidade um leve movimento de incompreensão.

Quê? pois a Boa Nova reclamaria tamanhos sacrifícios? Então o Senhor, que sondava o íntimo de seus companheiros diletos, os reuniu, uma noite, quando a turba os deixara a sós e já algumas horas haviam passado sobre o pôr do Sol.

Interrogando-os vivamente, provocou a manifestação dos seus pensamentos e dúvidas mais íntimas. Após escutar-lhes as confidências simples e sinceras, o Mestre ponderou:

— Na causa de Deus, a fidelidade deve ser uma das primeiras virtudes. Onde o filho e o pai que não desejam estabelecer, como ideal de união, a confiança integral e recíproca? Nós não podemos duvidar da fidelidade do Nosso Pai para conosco. Sua dedicação nos cerca os espíritos, desde o primeiro dia. Ainda não o conhecíamos e já ele nos amava. E, acaso, poderemos desdenhar a possibilidade da retribuição? Não seria repudiarmos o título de filhos amorosos, o fato de nos deixarmos absorver no afastamento, favorecendo a negação?

Como os discípulos o escutassem atentos, bebendo-lhe os ensinos, o Mestre acrescentou: Continuar lendo

Expiações Terrestres

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Marcel, o menino do n° 4
Num hospital de província estava uma criança de oito a dez anos, num estado difícil de descrever; era designada apenas sob o n0 4. Inteiramente disforme, seja por deformidade natural, seja em consequência da doença, suas pernas tortas alcançavam-lhe o pescoço; sua magreza era tamanha que a pele se dilacerava sob a saliência dos ossos; seu corpo era uma ferida só e seus sofrimentos atrozes. Pertencia a uma pobre família israelita, e essa triste posição durava há quatro anos. Sua inteligência era notável para a idade; sua doçura, sua paciência e resignação eram edificantes. O médico, sob cujo cuidado ele se encontrava, tocado de compaixão por esse pobre ser de algum modo abandonado, pois não parecia que os pais o viessem ver com frequência, interessou-se por ele, e tinha prazer em conversar com ele, encantado com sua razão precoce. Não só o tratava com bondade, mas, quando suas ocupações lhe permitiam, vinha ler para ele, e espantava-se com a retidão de seu julgamento sobre coisas que pareciam acima da sua idade. Um dia, a criança disse-lhe: “Doutor, tende a bondade de me dar mais pílulas, como as últimas que Continuar lendo

Jesus e Paciência

Jesus e Paciênciaflores no caminho - livro

As opiniões desencontradas aturdiam os mais afer-vorados companheiros da Mensagem Renovadora.

 

Comentava-se quanto à necessidade de a revolução cristã triunfar, derrubando a Casa Senhorial de César e distendendo suas forças por toda a parte, tornando Israel a soberana, conforme os anúncios antigos.

 

Ferviam as paixões entusiasmando os sentimentos e perturbando as mentes.

 

Em todo lugar pessoas que se criam credenciadas transformavam-se  em informantes insensatos, gerando embaraços injustificáveis para o ministério do amor. . .

 

Enquanto a frivolidade desenfreada se encarregava de  conduzir nimbos precursores de tempestades, o Rabi prosseguia impertérrito na ensementação da Mensagem no solo dos corações.

 

Transitando pelas estradas ou nas praias formosas, entre crepúsculos ardentes e apaixonados, Sua misericórdia distendia as mãos do auxílio e do esclarecimento sem que Ele se deixasse impressionar  pelo  tumulto em crescimento ameaçador.

 

A Galiléia bucólica e simples fascinava-Lhe a alma sensível.

 

As pessoas modestas e afáveis cujos problemas se resumiam às questões da sobrevivência, ofereciam ao Rabi a alegria de diminuir- lhes as preocupações.

 

A Judéia, no entanto, áspera e adusta se repletava de problemas e dificuldades entre as tricas farisaicas e as conjunturas infelizes da política insensata e avara.

 

Peregrinando pelas terras verdes dos galileus, Seu verbo iluminado cantara o Sermão da montanha e as Suas lições se fizeram repassadas de meiguice quanto de esperança.

 

Ali levantara moribundos e mantivera viva a chama do amor, no país dos sentimentos humildes, favorecendo-os com o alento em torno de um amanhã ditoso.

 

Todavia, na difícil região dos judeus, não obstante o Seu amor incansável, as ciladas armavam problemas e a astúcia elaborava sofismas com que se pretendia surpreendê-10 em algum equívoco diante dos dispositivos do Estatuto Legal. ..

 

Continuando fiel ao programa que o Pai Lhe traçara, Ele se fizera o apoio e a segurança dos fracos, a resistência dos tíbios, à medida que a mensagem refulgia nas paisagens ermas dos que haviam tombado na descrença.

 

Após o atendimento da multidão sempre ávida e necessitada, enquanto a terra ardia, ao cair do velário da noite, Simão buscou-O inquieto, certa vez, não ocultando as apreensões. . .

 

A ressurreição de Lázaro levantara os ânimos contra Ele e a promessa  de que demoliría o Templo e o reergueria em três dias havia chocado os que buscavam motivo para a perseguição.

 

Em estado de espírito inquieto, o velho amigo acercou-se do Rabi sereno sob gentil pérgula arrebentada em flores e foi direto ao assunto: Continuar lendo

A Complexidade do Mundo Espiritual

A Complexidade do Mundo Espiritual15095096_1294923310558312_190938710183621928_n

 

Não será para admirar que muitos, (…) recebam com indiferença, e mesmo com cepticismo, as descrições que damos da Vida no Outro Mundo.

Alheios às coisas espirituais; viciados por um culto rotineiro que não fala á razão nem ao coração; passivos às injunções sacerdotais, que têm sufocado as mais belas aspirações humanas, para descortinar o seu futuro, o homem, preso ao dogma e a bastardos ensinos que têm desvirtuado a natureza íntima da Outra Vida, não pode deixar de se admirar da complexidade do Mundo dos Espíritos.

Como acreditar sem indispensável preparo, que, em vez de um Céu abstrato, de indolente contemplação, de um Purgatório purificador, de um Inferno de chamas, existi um Mundo absolutamente complexo, onde há tudo o que é preciso para que a vida normal do Espírito não se ressinta da falta dos meios necessários ao seu bem-estar e, simultaneamente ao seu progresso!

Como crer na existência de parques, cidades, avenidas, casas, edifícios, jardins, flores, no Outro Mundo, se os ensinos clericais nos pintam a Outra Vida com cores muito diversas, como se ela fosse o extremo limite da existência, a última etapa a que irremediavelmente teríamos de chegar e que resolveria absolutamente a nossa condição futura?

A Revelação dos Espíritos veio produzir uma revolução completa nas idéias da Humanidade sobre a outra vida. Continuar lendo