Perseverai

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Bezerra de Menezes

Filhos, perseverai no testemunho da fé espírita que abraçastes, ante a revivescência do Evangelho do Senhor.

Não recueis ante as provas que vos são necessárias ao  burilamento.

Sustentai a coragem na luta, conscientes de que toda conquista nos domínios do espírito reclama esforço e sacrifício continuados.

Ninguém ascende aos Cimos de passo preso à retaguarda.

A Doutrina Espírita liberta o pensamento, no entanto aquele  que  procura superar o comodismo intelectual de séculos sempre encontrará  oposição.

É natural, pois, que as trevas conspirem contra os vossos anseios de elevação. Continuar lendo

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Perante Jesus

“Que fazeis de especial?” — Jesus. (MATEUS, 5:47.)

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Em todos os instantes, reconhecer-se na presença invisível de Jesus, que nos ampara nas obras do Bem Eterno.

Aceitou-nos o Cristo de Deus desde os primórdios da Terra.

Nos menores cometimentos, identificar a Vontade Superior, promovendo em toda parte a segurança e a felicidade das criaturas.

Cada coração humano é uma peça de luz potencial e Jesus é o Sublime Artífice.

Lembrar-se de que o Senhor trabalha por nós sem descanso.

Repouso indébito, deserção do dever. Continuar lendo

Muralha do Tempo

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Cap. XVIII – Item 3

 

“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta que conduz à perdição.” – Jesus

(Mateus, 7: 13)  

Em nos referindo a semelhante afirmativa do Mestre, não nos esqueçamos de que toda porta constitui passagem incrustada em qualquer construção, a separar dois lugares, facultando livre curso entre eles.

Porta, desse modo, é peça arquitetônica encontradiça em paredes, muralhas e

veículos, permitindo, em todos os casos, franco passadouro.

E as portas referidas por Jesus, a que estrutura se entrosam?

Sem dúvida, a porta estreita e a porta larga pertencem à muralha do tempo,

situada à frente de todos nós.

A porta estreita revela o acerto espiritual que nos permite marchar na senda

evolutiva, com o justo aproveitamento das horas.

A porta larga expressa-nos o desequilíbrio interior, com que somos forçados à dor da reparação, com lastimáveis perdas de tempo.

Aquém da muralha, o passado e o presente.

Além da muralha, o futuro e a eternidade.

De cá, a sementeira do “hoje”.

De lá, a colheita do “amanhã”.

A travessia de uma das portas é ação compulsória para todas as criaturas.

Porta larga – entrada na ilusão – saída pelo reajuste…

Porta estreita – saída do erro – entrada na renovação…

O momento atual é de escolha da porta, estreita ou larga. Continuar lendo

Confidência

Confidência:Estátua-de-Chico-Xavier-na-cidade-de-Pedro-Leopoldo

Se eu pudesse, Jesus,

Desejava esquecer

A minha imperfeição,

A fim de ser contigo,

Onde houvesse aflição,

O suave calor

Do braço terno e amigo

Que derrame esperança em todo o sofrimento De modo que, na Terra,

Ninguém padeça em vão.

Queria ser

Uma chama de fé, ao longo do caminho,

Um pingo de bondade a descer persistente

Sobre a rocha do mal em que a treva se fez,  Continuar lendo

Os Missionários

Os MissionáriosKARDEC - FOTO MAIS RECENTE DIGITALIZADA

Vou dizer-vos algumas palavras para vos dar a compreender o objetivo a que se propõem os Missionários, deixando pátria e família para ir evangelizar tribos ignorantes e ferozes, entretanto irmãos, mas inclinados ao mal e desconhecedores do bem; ou para ir pregar a mortificação, a confiança em Deus, a prece, a fé, a resignação na dor, a caridade, a esperança de uma vida melhor depois do arrependimento. Perguntareis: Isto não é Espiritismo? Sim, almas de escol, que sempre servistes a Deus e fielmente observais as suas leis; que amais e socorreis o vosso próximo, vós sois espíritas. Mas não conheceis esta palavra de criação nova e nela vedes um perigo. Ora! Já que a palavra nos apavora, não a pronunciaremos mais diante de vós, até que vós mesmos venhais perguntar esse nome, que resume a existência dos Espíritos e suas manifestações: o Espiritismo.

Amados irmãos, o que são os Missionários junto a nações na infância? Espíritos em missão, enviados por Deus, nosso Pai, para esclarecer pobres Espíritos mais ignorantes; para lhes ensinar a esperar nele, a conhecê-lo, a amá-lo, a ser bons esposos, bons pais, bons para com os semelhantes; para lhes dar, tanto quanto comporta sua natureza inculta, a ideia do bem e do belo. Ora, vós que sois tão orgulhosos de vossa inteligência, sabei que partistes tão de baixo quanto eles, e que ainda tendes muito a fazer para chegardes ao mais alto grau. Eu vos pergunto, amigos: Sem as missões e os Missionários, em que se tornaria essa pobre gente abandonada às suas paixões e à sua natureza selvagem? Continuar lendo

Vigilância

Vigilânciaante a cristo

Cingidos estejam VOSSOS corpos e acesas as vossas candeias.

 

As condições em que despertaremos, na Espiritualidade, após a morte corporal, dependem, efetiva e indisfarçavelmente, do nosso estado evolutivo.

Do rumo que tivermos imprimido aos nossos passos. Do esforço evangélico empreendido.

Da maneira como tivermos sabido valorizar o tempo.

O Espiritismo tece, sobre este assunto, oportunas e valiosas considerações, aclarando, assim, o pensamento do Mestre.

A situação do homem, após a desencarnação, suscita o interesse para os primeiros instantes de vida na esfera subjetiva!

O acordamento, em si mesmo, como fenômeno insólito, estranho, surpreendente, inesperado.

A recuperação gradual da memória, no perispírito, com a consequente lembrança dos fatos que nos poderão dar paz ou desassossego.

O reencontro com amigos e adversários, em planos determinados pelo nosso peso específico.

A resposta da Lei à nossa vigilância na fraternidade ou à nossa insensatez ante a grandeza da vida, mediante indefiníveis júbilos ou insuportáveis tormentos.

O conhecimento, espontâneo ou compulsório, segundo as circunstâncias e necessidades educativas, de outras existências, assinalando, nos quadros da memória supra-normal, reminiscências suaves e doces, ou dolorosas e amargas.

O grau, a natureza, a duração de nossos retrospectos mentais.

Tudo isso, expressando a realidade imanente, condicionar-se-á aos próprios valores morais e espirituais de quem parte no rumo da Eternidade…

Resultará do plantio que tivermos feito, pois colheremos o que semearmos.

Representará a indefectível reação da Lei às nossas atitudes, palavras e pensamentos na vida terrena, onde, há cerca de dois milênios, vimos caminhando sob a luz do Evangelho da Redenção.

Tudo isso — repetimos — dependerá da maior ou menor firmeza com que nos tivermos conduzido no Mundo.

A palavra de ordem, portanto, enquanto estamos no plano físico, deve ser: Vigilância, vigilância, vigilância…

Evidentemente, o Mestre não pede santificação da noite para o dia. Ninguém adormece pecador, para despertar angelificado.

Mas é possível ao homem deitar-se vazio de idéias nobilitantes, escravo da preguiça e da incerteza, descrente e amorfo, e levantar-se, na manhã seguinte, renovado e feliz, desejoso de trocar o encardido vestuário da indolência e da irresponsabilidade, pela túnica singela, mas bem cuidada, do servidor operoso.

A santificação, de fato, exige muito; mas a boa vontade custa menos. Continuar lendo

O Que é o Acaso

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Que se deve pensar da opinião dos que atribuem a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso?

“Outro absurdo! Que homem de bom senso pode considerar o acaso um ser inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada.”

(O LIVRO DOS ESPÍRITOS, questão 8)

 

O orgulho nos faz esconder Deus, pela fraqueza do entendimento, colocando O como acaso, palavra que nada expressa na linguagem dos homens. E quem O desmerece esconde os seus próprios valores, porque dependemos da sua iluminada presença e da sua magnânima existência espiritual. Se o acaso não existe, como compara-lo a um ser que existiu sempre e que tem mais existência do que toda a criação junta? Absurdo dos absurdos!

Nada se faz por acaso. Para tudo existem leis que nos pedem obediência. Para que a harmonia se faça, é justo que observes o mundo em que vives. Não se pode viver sem que se tenha leis para obedecer, e ao infrator vem logo a corrigenda. As coisas espirituais obedecem às mesmas regras e o Comando Divino é vigilante, operando em todos os sentidos para que estas leis sejam cumpridas, no sentido de estabelecer a paz e o bem-estar em todas as direções da vida.

A alma já moralizada é obediente; ela Continuar lendo