“Escolhas”

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Há algo de mais pernicioso ao Espiritismo do que os ataques apaixonados dos seus adversários. É o que os pseudo-adeptos publicam em seu nome. Certas publicações são simplesmente lamentáveis, uma vez que oferecem da Doutrina Espírita uma idéia falsa e a expõem ao ridículo. É de se perguntar por que Deus permite essas coisas e não esclarece todos os homens da mesma forma. Haverá algum meio de se remediar esse inconveniente, que nos parece um dos maiores escolhos da doutrina?

Essa questão é grave e exige algumas explicações. Eu diria, de início, que não há uma única idéia nova, sobretudo quando ela se reveste de real importância, que não encontre obstáculos. O próprio Cristianismo foi ferido na pessoa de seu chefe fundador, taxado de impostor. E seus primeiros apóstolos, seus propagadores não depararam com detratores terríveis? Por que, então, o Espiritismo seria privilegiado?

Eu observaria, em seguida, que isso que vedes como um mal é, verdadeiramente, um bem. Para compreender esse fato é preciso olhar, não para o presente, mas para o futuro. A humanidade é afligida por muitos males que a corroem e que têm sua origem no orgulho e no egoísmo. Esperais curá-la instantaneamente? Crede que essas paixões, que soberanamente reinam sobre elas, se deixarão destronar facilmente? Continuar lendo

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RESILIÊNCIA – Espiritismo e Espírita

RESILIÊNCIA – Espiritismo e Espírita

Felipe Estabile Moraes                                                                                                       Vanessa Martins Ferreira

A palavra “Resiliência” é de nossa predileção, por três fatores.

Primeiro, por sua sonoridade. 

Segundo, por seu significado. Oriundo da Física, define uma das  propriedades específicas da matéria: a capacidade dos materiais em retornar ao seu estado original após a aplicação de uma determinada força.

Terceiro, por experimentar e estender esse caráter à própria vida. Como professores que somos, insistimos e persistimos na crença de que a Educação pode modificar a realidade das pessoas.

O Prof. José Pacheco, no livro “Pequeno Dicionário das Utopias da Educação”  faz uma importante afirmação, quando trata do verbete “Resiliência”:  “Quem acredita ser fácil manter a união de uma equipa, ou resistir à maldade que se abate sobre quem ousa fazer diferente, ilude-se. Os projectos são fruto da resiliência.

Pensando na nossa profissão, entendemos que o professor precisa estar disposto a mudar, a se adaptar e a aprimorar técnicas de ensino para propiciar o aprendizado a cada aluno. Se pensarmos nas instituições espíritas, vamos também entender que precisamos ter a mesma disposição para o ensino e a aprendizagem da Doutrina Espírita. Como pais, também vamos buscar estratégias diferentes de ensino para nossos filhos, adaptando à condição evolutiva de cada um deles.

É interessante o uso do termo “ensino” em se tratando de Espiritismo. Allan Kardec, no capítulo “Do Método”, na primeira parte de O Livros dos Médiuns, nos orienta:  “Não se espantem os adeptos com esta palavra — ensino. Não constitui ensino unicamente o que é dado do púlpito ou da tribuna. Há também o da simples conversação.  Ensina todo aquele que procure persuadir a outro, seja pelo processo das explicações, seja pelo das experiências.

Observamos que a afirmativa do Codificador se aplica às instâncias que citamos anteriormente: na profissão de educador, na instituição espírita e na família.

E em todas essas instâncias da nossa vivência, muitas vezes somos visitados pelo desânimo, pelas dificuldades e quase nos sentimos abatidos. Daí vem a “Resiliência” que, entendida no sentido espiritual da nossa vivência, nos torna ainda mais fortes para enfrentarmos os desafios da oportunidade reencarnatória. E a partir das nossas experiências vamos mudando naquilo que precisamos mudar, fortalecendo aquilo que já alcançamos e nossos projetos vão frutificando.

Neste momento em que o planeta Terra tem experimentado intensas mudanças, precisamos refletir diariamente sobre a nossa prática (como profissionais, como pais, como espíritas) e sobre o lugar que as novas gerações ocupam e ocuparão no mundo, sempre numa perspectiva de educação cidadã e moral.

Sim, aqui precisamos refletir sobre as orientações de Allan Kardec no comentário à questão 685 de O Livro dos Espíritos:

“Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança e sem o qual a ciência econômica não passa de simples teoria. Esse elemento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Considerando-se a aluvião de indivíduos que todos os dias são lançados na torrente da população, sem princípios, sem freio e entregues a seus próprios instintos, serão de espantar as consequências desastrosas que daí decorrem? Quando essa arte for conhecida, compreendida e praticada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que só uma educação bem entendida pode curar. Esse o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, o penhor da segurança de todos.”

 

Nem sempre será fácil ou simples. Para isso, dedicação, cuidado e “Resiliência” para seguir em frente, sendo usados como combustíveis para a nossa atuação em nossa sociedade.

Seguindo sempre para frente e para o alto!

Ingredientes do Êxito

bez1… nas águas revoltas do mar tanta vez agressivo da atualidade, navegamos…

Dias calmos, dias tempestuosos.

O que importa é a rota segura.

E desta nos louvamos todos, à frente do Divino Timoneiro.

***

… capacitemo-nos, cada vez mais, de que a obra não nos pertence e sim ao Senhor que nos utiliza por instrumentos.

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… à vista disso e firmados em semelhante convicção, compreendamos que a fidelidade é Continuar lendo

Em Busca da Verdade

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Em todos os tempos, ilustres pensadores e grandes filósofos têm dedicado vidas inteiras para solucionar o problema da vida. Infelizmente, porém, as suas pesquisas não ultrapassaram os limites corporais, deixando de lado os fenômenos psíquicos, que atribuíram, na maioria das vezes, a causas sobrenaturais e miraculosas.

O problema anímico aparecia obumbrado aos estudiosos, que baseavam suas perquirições em torno do homem no pressuposto de que ele era uma alma criada juntamente com o corpo.

As Escolas de Leucipo e de Epícuro, por exemplo, admitiam a alma; mas diziam que Continuar lendo

Na Senda do Cristo – psicografia de Chico Xavie

O Mal e o Remédio

download (2)Será a Terra um lugar de gozo, um paraíso de delícias? Já não ressoa mais aos vossos ouvidos a voz do profeta? Não proclamou ele que haveria prantos e ranger de dentes para os que nascessem nesse vale de dores? Esperai, pois, todos vós que aí viveis, causticantes lágrimas e amargo sofrer e, por mais agudas e profundas sejam as vossas dores, volvei o olhar para o Céu e bendizei do Senhor por ter querido experimentar-vos… Ó homens! dar-se-á não reconheçais o poder do vosso Senhor, senão quando ele vos haja curado as chagas do corpo e coroado de beatitude e ventura os vossos dias? Dar-se-á não reconheçais o seu amor, senão quando vos tenha adornado o corpo de todas as glórias e lhe haja restituído o brilho e a brancura? Imitai aquele que vos foi dado para exemplo. Tendo chegado ao último grau da abjeção e da miséria, Continuar lendo

A SERVA NERVOSA

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A Senhora Mercedes Nunes, desde muito chamada à tarefa espiritual, não se adaptara aos serviços mediúnicos, aos quais fora conduzida para o trabalho de redenção.

Os companheiros de Doutrina esforçavam-se para despertar-lhe a noção de responsabilidade e os benfeitores desencarnados rodeavam-na de apelos e incentivos.

Dona Mercedes, porém, não obstante as nobres qualidades que lhe exornavam o caráter, não se conformava:

-Sou extremamente nervosa – costumava  dizer-, não me resigno a determinadas situações!…

-Mas, a senhora não vê as entidades espirituais, não lhes ouve as advertências diretas? – perguntava um amigo bem-intencionado.

-Sim, sim… – respondia, confundida – não alimento qualquer dúvida.Os Espíritos conversam comigo naturalmente. Ouço-lhes a palavra sábia e amiga, registro-lhes os convites generosos. Explicam-me os impositivos de trabalho, salientam a tarefa depositada em minhas mãos; no entanto, vejo-me incapacitada, Continuar lendo