Educação da mediunidade

FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA

ESTUDO E EDUCAÇÃO DA MEDIUNIDADE     Curso de lniciação Mediúnica  Módulo 3 

Roteiro 6:  Educação e desenvolvimento da faculdade mediúnica.

  • Explicar o que é educação da mediunidade e como realiza-la.
  • Esclarecer por que o médium deve esforçar-se para educar sua faculdade.

 1. O que é educação ou desenvolvimento da mediunidade

É o conjunto de ações educativas direcionadas para o exercício correto da mediunidade. Essas ações estão formalizadas em cursos de estudo e educação nos trabalhos diuturnos dos grupos mediúnicos, existentes nas Casas Espíritas.

“A educação mediúnica é para toda a existência, pois que, à medida que o médium se torna mais hábil e aprimorado, melhores requisitos são colocados para a realização do ministério abraçado.” Vianna de Carvalho– Divaldo P Francos  – Médiuns e Mediunidades pg.63

Na educação mediúnica, a par das orientações fornecidas pelo Espiritismo, o esforço e a dedicação são fatores preponderantes.

 

2. Melhor local para o exercício mediúnico

O local mais adequado para o desenvolvimento das faculdades mediúnicas é o Centro Espírita, que funciona como escola de formação espiritual e moral. Orientação ao Centro Espírita – FEB pg.13

O Centro Espírita é um “núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita.”Orientação ao Cent. Espírita – FEB pg.13

 

3. Quem deve ser encarregado da tarefa de auxiliar o desenvolvimento mediúnico dos médiuns

No plano espiritual, esta tarefa cabe ao Espírito protetor do médium, ou a outro Espírito que o protetor indicar.

No plano físico, cabe aos orientadores ou aos instrutores pertencentes ao Centro Espírita.

“0 Espírito protetor,anjo da guarda, ou bom gênio é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido.” L.E. perg.514 A sua atuação, junto ao protegido, é sempre discreta, regulada de maneira que não tolha o livre-arbítrio do encarnado.  L.E. perg. 508

0 Espírito protetor pode delegar a tarefa de proteção a outros Espíritos, caso seja necessário. Estes Espíritos podem ser familiares ao médium, com o qual têm laços mais ou menos duráveis, com o fim de lhes serem úteis, dentro dos limites do poder que possuem, na maioria das vezes bem restrito. Só atuam por ordem ou permissão dos protetores espirituais. L.E. perg.514

O protetor pode permitir, também, auxílio de Espíritos simpáticos. Estes Espíritos se sentem atraídos pelo médium, por afeições particulares, por uma certa semelhança de gostos e de sentimentos. Normalmente, a duração de suas relações é circunstancial. L.E. perg.514

A formação de bons médiuns espíritas conta não apenas com os esforços do candidato à tarefa, mas exige segura orientação doutrinária e exemplos de moralidade cristã, dos orientadores dos Centros Espíritas. Fora disto é como querer malhar o ferro a frio: não podemos prestar orientações ou esclarecimentos, se não estamos adequadamente orientados ou se nos mantermos distanciados do estudo. Não devemos exigir manifestações de paciência, tolerância ou respeito, se ainda não sabemos exemplificar tais virtudes.

A equipe de encarnados que no Centro Espírita atua nas tarefas de formação e educação do médium deve permanecer muito atenta à natureza do trabalho, para dele obter bons frutos.

0 orientador ou instrutor encarnado, além da sua conduta moral, deve ser um estudioso da Doutrina Espírita e, em especial, da mediunidade.

 

4. Como deve ser feita a educação da mediunidade

A educação, ou desenvolvimento da mediunidade, é um trabalho para toda a vida. Começa antes da reencarnação, continua nela, prossegue no além-túmulo.

Considerando, porém, o trabalho educativo nos limites da presente encarnação do candidato ao mediunismo podemos definir algumas diretrizes básicas:

 

a) Necessidade de amparo espiritual, se a eclosão mediúnica se revela problemática.

 

Ante a presença de problemas psíquicos, emocionais ou físicos, é necessário que o candidato ao mediunismo receba assistência espiritual, à sua disposição na Casa Espírita. É preciso que primeiro ocorra uma certa harmonização espiritual, antes de se entregar ao exercício mediúnico.

É o momento de recebimento do passe e da água fluidificada; de participação em atividades de assistência social aos nossos irmãos necessitados; a freqüência às reuniões públicas evangélico-doutrinárias é também indicada. O atendimento espiritual mediante diálogo fraterno será de grande valia. A realização do culto do evangelho no lar bem como a aquisição do hábito de orar complementará o trabalho espiritual, reequilibrando o médium e colocando-o em condições adequadas para o desenvolvimento da faculdade mediúnica.

O médium necessitado de educar as suas forças mediúnicas deve compreender que, na fase inicial, é natural o surgimento de um clima psicológico inconstante, de altos e baixos, isto porque a “mediunidade, propiciando a interferência dos desencarnados na vida humana, a princípio gera estados peculiares na área da emotividade como nos estados fisiológicos. Porque mais facilmente se registram as presenças de seres negativos ou perniciosos, a irradiação das suas energias produz esses estados anômalos, desagradáveis, que podem ser confundidos com problemas patológicos outros.” (14) Vianna de Carvalho– Divaldo P Francos  – Médiuns e Mediunidades pg.61

O orientador espírita deve ser capaz de convencê-lo que “0 exercício cor­reto da mediunidade nenhum perigo oferece a quem quer que seja”.

Essa educação tem por objeto atender à faculdade que desabrocha, a fim de que venha a produzir os resultados superiores a que se destina.” (15) Vianna de Carvalho– Divaldo P Francos  – Médiuns e Mediunidades pg.62

 

b)            Necessidade de estudo.

0 “médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação. Somente desse modo poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e à verdade.” (19) O consolador – Emmanuel – F.C.Xavier perg. 392

0 estudo proporcionará conhecimento ao médium, orientando-o a respeito da natureza dos Espíritos que utilizarão sua faculdade mediúnica e elucidando-o quanto às bases de suas relações.

“Uma multidão de Espíritos nos cerca, sempre ávidos de se comunicarem com os homens. Essa multidão é sobretudo composta de almas pouco adiantadas, de Espíritos levianos, algumas vezes maus, que a densidade de seus próprios fluidos conserva presos a Terra. A inteligência elevada, animada de nobres aspirações revestidas de fluidos sutis não permanece escravizadas à nossa atmosfera depois da separação carnal: remontam mais alto, a regiões que o seu grau de adiantamento lhes indica. Daí baixam muitas vezes – é certo – para velar pelos seres que lhes são caros; imiscuem-se conosco, mas unicamente para um fim útil e em casos importantes (…)”. (12) No Invisível – L.Denis p.60

“O escolho com que topa a maioria dos médiuns principiantes é o de terem de haver-se com Espíritos inferiores e devem dar-se por felizes quando são apenas Espíritos levianos. Todas atenções precisam pôr em que tais Espíritos não assumam predomínio, porquanto, em acontecendo isso, nem sempre lhes será fácil desembaraçar-se deles. É ponto este de tal modo capital, sobretudo em começo, que, não sendo tomadas às precauções necessárias, podem perder-se os frutos das mais belas faculdades.” (8) L.Médiuns item 211 p.254-255

0 empenho do médium em se moralizar, na verdade, deve fazer parte do processo global de sua auto-educação.

Isto porque, “desenvolvida no homem a razão, a ponto de lhe tornar possível julgar e discernir, chega ele ao período em que, pelo desenvolvimento do seu livre-arbítrio (…), assumindo a responsabilidade de seus atos, lhe cumpre tomar sobre si a tarefa da própria educação.” (9) Grandes e Pequenos Problemas – Angel Aguadord.  p.217

“0 que primeiro, pois, a criatura humana deve procurar é conhecer-se a si mesma, para saber como orientar a sua auto-educação. (…) Cumpre-lhe, ao mesmo tempo, conhecer as qualidades que deve procurar desenvolver em si e os hábitos viciosos e os obstáculos que a poderiam embaraçar no desempenho da sua tarefa, hábitos e vícios que he importa destruir sem contemplações.” (10) Grandes e Pequenos Problemas – Angel Aguadord.  p.218-219

“Para uma auto-educação esmerada, é preciso permanente exame de consciência, a fim de conhecer-se sempre, a todo o momento, o estado da própria alma. Deste modo, resolvido a aperfeiçoar-se, o indivíduo não perde ocasião de estimular o desenvolvimento das virtudes nascentes em si e de afogar os vícios e maus hábitos que o prejudicam.” (11) Grandes e Pequenos Problemas – Angel Aguadord.  p.219-220

É tarefa plenamente realizável por meio do poder da vontade e da perseverança, auxiliada pela prática equilibrada e bem orientada da mediunidade.

0 estudo, sobretudo de temas que falam sobre a identidade dos Espíritos e da influência deles nas comunicações e na vida do médium, deve fazer parte do processo de auto-educação.

 

c)                   Necessidade de trabalho constante no bem.

 

“Nada verdadeiramente importante se adquire sem trabalho. Uma lenta e laboriosa iniciação se impõe aos que buscam os bens superiores. Como todas as coisas, a formação e o exercício da mediunidade encontram dificuldades bastantes vezes assinaladas; convém insistirmos nisso, a fim de prevenir os médiuns contra as falsas interpretações, contra as causas de erro e de desânimo.” (10) Grandes e Pequenos Problemas – Angel Aguadord.  p.218-219

Na educação mediúnica “não existem regras fixas nem programas simples para uma orientação de resultados rápidos.” (15) Vianna de Carvalho– Divaldo P Francos  – Médiuns e Mediunidades pg.62

Assim, “é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós, das Esferas Mais Altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências.” (20) André Luiz – Nos Domínios da Mediunidade p.18

0 aprendiz da mediunidade deve render culto ao dever; trabalhar espontaneamente; não se acreditar superior ou inferior a ninguém; não  esperar recompensas no mundo; não centralizar as tarefas em sua pessoa; não se deixar conduzir pelas dúvidas; estudar sempre; evitar a irritação; desculpar incessantemente; não temer perseguidores quando nas tarefas de caridade e de amor em benefício do próximo. (18) F.C.Xavier/Waldo Vieira – Espírito de Verdade p.22-23

As “faculdades medianímicas e a cooperação do mundo espiritual surgem por toda parte. Onde há pensamento, há correntes mentais e onde há correntes mentais existe associação. E toda associação é interdependência e influenciação recíproca. Daí concluímos quanto à necessidade de vida nobre, a fim de atrairmos pensamentos que nos enobreçam. Trabalho digno, bondade, compreensão fraterna, serviço aos semelhantes, respeito à Natureza e oração constituem os meios mais puros de assimilar os princípios superiores da vida, porque damos e recebemos, em espírito, no plano das idéias, segundo leis universais que não conseguiremos iludir.” (21) André Luiz – Nos Domínios da Mediunidade p.144

O médium vigilante, mesmo quando do início de suas tarefas, procura estar atento as artimanhas e aos assaltos dos nossos irmãos retardatários que habitam o plano espiritual. Ele não tem escrúpulos de se aproveitarem das nossas imperfeições para nos ludibriar.

O médium deve estar ciente de que o inspirador invisível, ainda preso a imperfeições, conhecendo-lhe os lados vulneráveis, lisonjeia-lhe o amor próprio e as opiniões, superexcita-lhe a vaidade, cumulando-o de elogios e prometendo-lhe maravilhas. Pouco a pouco, desviando-o de qualquer influência benéfica, de todo o exame esclarecido, leva-o a se insular em seus trabalhos. É o começo de uma obsessão, de um domínio exclusivista, que pode conduzir o médium a sofrimentos maiores.

“Esses perigos foram, desde os primórdios do Espiritismo, assinalados por Allan Kardec, mas todos os dias, estão ainda vendo médiuns deixarem-se levar pelas sugestões de Espíritos embusteiros e serem vítimas de mistificações que os tornam ridículos e vem a recair sobre a causa que eles julgam servir.” (11) Grandes e Pequenos Problemas – Angel Aguadord.  p.219-220

O médium deve compreender que “a mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente.” (4)  E.S.Espiritismo cap.26 item 10

 

d)            Necessidade de saber relacionar-se com o mundo espiritual.

 

A “mediunidade não basta só por si”.

É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer a qualidade de nosso trabalho e de ajuizar nossa direção.” (23) André Luiz – Missionários da Luz p.16

“É no mundo mental que se processa a gênese de todos os trabalhos da comunhão de Espírito a Espírito.” (24) – Roteiro – Emmanuel – F.C.Xavier  p119

Portanto, “precisamos compreender (…) que os nossos pensamentos são forças, imagens, coisas e criações visíveis e tangíveis no campo espiritual”.

Atraímos companheiros e recursos, de conformidade com a natureza de nossas idéias, aspirações, invocações e apelos.

Energia viva, o pensamento desloca, em torno de nós, forças sutis, construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas, com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros (…).Comunicar-nos-emos com as entidades e núcleos de pensamentos, com os quais nos colocamos em sintonia.” (25) Roteiro – Emmanuel – F.C.Xavier  p120

“Sintonia é a identidade ou harmonia vibratória, isto é, o grau de semelhança das emissões ou radiações mentais de dois ou mais Espíritos, encarnados ou desencarnados.” (17) Evolução p/Terceiro Milênio – C.T.Rizzi – p.84

Duas pessoas sintonizadas estarão com as mentes perfeitamente entrosadas, havendo, entre elas, uma ponte magnética a vinculá-las, imantando-as profundamente.

Estarão respirando na mesma faixa, intimamente associada.

 

e)                   Necessidade de não profissionalizar a mediunidade.

 

A “mediunidade séria não pode ser e não o será nunca uma profissão, não  só porque se desacreditaria moralmente, identificada para logo com a dos ledores da boa-sorte, como também porque um obstáculo a isso se opõe. E que se trata de uma faculdade essencialmente móvel, fugidia e mutável, com cuja perenidade, pois, ninguém pode contar. Constituiria, portanto, para o explorador, uma fonte absolutamente incerta de receitas, de natureza a poder faltar-lhe no momento exato em que mais necessária lhe fosse. Coisa diversa é o talento adquirido pelo estudo, pelo trabalho e que, por essa razão mesma, representa uma propriedade da qual naturalmente lícito é, ao seu possuidor, tirar partido. A mediunidade, porém, não é uma arte, nem um talento, pelo que não pode tornar-se uma profissão. Ela não existe sem o concurso dos Espíritos; faltando estes, já não há mediunidade. Pode subsistir a aptidão, mas o seu exercício se anula.” (3) E.S.Espiritismo cap.26 pag. 366-367

“Explorar alguém a mediunidade é, conseguintemente, dispor de urna coisa da qual não é realmente dono.” (3) E.S.Espiritismo cap.26 pag. 366-367

 

f ) Necessidade de se compreender que nem todos os médiuns possuem missão social de relevo, no campo mediúnico.

 

A mediunidade deve sempre ser entendida como um dos instrumentos que Deus nos concede para o nosso aperfeiçoamento espiritual. No entanto, a prática mediúnica pode ocorrer sob a forma de uma prova ou resgate de atos cometidos em existências passadas (mediunidade provacional), ou como missão.

Pela mediunidade provacional, o médium aprende a se harmonizar com o bem, desenvolve virtudes morais, no contato com o sofrimento dos Espíritos, que o utilizam nas suas manifestações.

Fato diverso ocorre na mediunidade missionária. Nessa situação, o médium já está harmonizado com o bem. Revela-se um missionário, um instrumento de renovação social no seio de uma sociedade.

0 médium missionário – mesmo que não se de conta da missão de que foi investido – é sempre um Espírito esclarecido, superior, cujos exemplos assemelham-se aos de um pastor que conduz suas ovelhas. Isto não significando, porém, que não tenha provas ou mesmo expiações a vencer, uma vez que ainda não é um Espírito puro.

“As missões dos Espíritos tem sempre por objeto o bem. (…) São (eles), incumbidos de auxiliar o progresso da Humanidade, dos povos ou dos indivíduos, dentro de um círculo de idéias mais ou menos amplas, mais ou menos especiais e de velar pela execução de determinadas coisas. Alguns desempenham missões mais restritas e, de certo modo, pessoais ou inteiramente locais, como sejam assistir os enfermos, os agonizantes, os aflitos, velar por aqueles de quem se constituíram guias e protetores, dirigi-los, dando-lhes conselhos ou inspirando-lhes bons pensamentos (…). O Espírito se adianta conforme a maneira por que desempenha a sua tarefa.” (7) L.E. perg.284-285

0 Espírito André Luiz denomina de mediunato a missão de renovação social da qual um médium se vê investido. É importante compreender que esta missão de renovação social não é apenas aparente. Há muitas pessoas, inclusive médiuns, que promovem uma certa movimentação de idéias, sem que isso represente missão superior.

É importante, nesse sentido, relembrar os caracteres do verdadeiro missionário: “em todas as coisas, o mestre há de sempre saber mais do que o discípulo; para fazer que a Humanidade avance moralmente e intelectualmente, são precisos homens superiores em inteligência e em moralidade. Por isso, para essas missões são sempre escolhidos Espíritos já adiantados, que fizeram suas provas noutras existências, visto que, se não fossem superiores ao meio em que têm de atuar, nula lhes resultaria a ação.”(1) E.S.Espiritismo cap.21 item 9

Isso posto, só podemos concluir que o missionário verdadeiro “tem de justificar, pela sua superioridade, pelas suas virtudes, pela grandeza, pelo resultado e pela influência moralizadora de suas obras, a missão de que se diz portador.” (2) E.S.Espiritismo cap.21 pag. 324

0 missionário de Deus é sempre modesto e humilde, geralmente ignora a si mesmo como portador de missão especial, revela, pelo caráter, pelas virtudes, pela grandeza moral, a missão de que é portador. (1) (2) E.S.Espiritismo cap.21 pag. 323-324

Finalmente, recordemos que “Os orientadores da Espiritualidade procuram companheiros, não escravos. O médium digno da missão do auxílio não é um animal subjugado à canga, mas sim um irmão da Humanidade e um aspirante à Sabedoria. Deve trabalhar e estudar por amor… E por isso que muitos começam a jornada e recuam (…). Iniciam-se com entusiasmo na obra do bem, entretanto, em muitas circunstancias dão ouvidos a elementos corruptores que os visitam pelas brechas da invigilância. E, assim, tropeçam e se estiram na cupidez, na preguiça, no personalismo destruidor ou na sexualidade delinquente, transformando-se em joguetes dos adversários da luz, (…)aniquilando-lhes as melhores possibilidades.”(22) André Luiz – Nos Domínios da Mediunidade p.156-157

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ORIENTAÇÃO AO INSTRUTOR

Ao final do estudo, os alunos deverão ter condições de:

 

  • · conceituar educação mediúnica;

 

  • · dizer como realizá-la;

 

* destacar a importância da educação mediúnica no exercício equili­brado da mediunidade.

 

 

 

 

 

Evolução para o Terceiro Milênio

 

Finalidades e desenvolvimento da mediunidade

 

1.  A mediunidade é, explicam os instrutores da Espiri­tualidade, essencialmente um programa de serviço entregue, antes da encarnação, a espíritos falidos como meio de resgate e regeneração. Vê-se logo o quanto é grave para o médium trata-la sem o devido cuidado, exerce-la esporadicamente ou a título de curiosidade. Envolve serviços da máxima impor­tância para: 1) a Direção Superior da evolução terrena, por permitir auxiliar sofredores, reajustar desequilibrados, enxugar ­lágrimas e propagar conhecimentos redentores; 2 ) o mé­dium, por ajudá-lo a elevar-se reduzindo débitos, apagando nódoas e apurando sentimentos. Isso explica o preparo cui­dadoso do Espírito antes de encarnar; recursos são postos à sua disposição no Espaço: tratamento magnético, instrução adequada sobre o trabalho a fazer no futuro, a constituição de uma equipe de espíritos e de homens para secundá-lo no desempenho da tarefa mediúnica e apoiá-lo, etc. Contudo, dizem os mentores, a maioria fracassa, deixando-se conduzir por caprichos, paixões e ambições. Por que?

0 exercício da mediunidade exige desprendimento e sen­timento social. Sentimentos e impulsos inferiores são obstáculos sérios: egoísmo, orgulho, ambições e sensualidade; a atração da matéria entrava-o; a preocupação econômica impede-o. Estas falhas, se não são contrabalançadas pelos esforços no sentido do aprimoramento, acarretam o maior pe­rigo da mediunidade : a obsessão. Os espíritos interessados na continuidade do mal insinuam-se nas comunicações e vão, aos poucos, procurando dominar o médium, que muitas ve­zes acaba fascinado por eles. É preciso, pois, lutar contra as imperfeições pessoais, como aliás é dever de todos. Os ambientes homogêneos, onde a preocupação do bem é constante, ajudam muito o intercâmbio entre os dois planos.

2. Segue-se que a condição moral do indivíduo é funda­mental – devendo ele compreender que é um missionário do Alto para o bem dos outros e não para o bem pessoal. Enquanto serve aos semelhantes, eleva-se perante a Lei Divina; e só servindo fá-la-á! Sucede, porém, que para servir, além do desejo do bem, é preciso saber como agir e entender o que se faz; logo, urge estudar, aprender, para ser capaz e não se entregar a perniciosas práticas, levianas ou ignorantes, conducentes ao assinalado perigo da obsessão.

É natural, conseqüentemente, que o médium, como qual­quer aprendiz do Evangelho em luta pelo auto-aperfeiçoamen­to, seja de quando em quando submetido a provas destinadas a medir a sua  perseverança no caminho do serviço, a sua firmeza de propósitos. Tentações alegres e específicas surgem diante do candidato tentando desviá-lo do rumo escolhido. É preciso estar atento para fatos como estes: a um, que lutou com dificuldades financeiras, é oferecido um novo emprego que ocupa parte da noite (o sujeito não percebe, feliz que ficou com a “melhoria”, que terá de faltar a certas reuniões); a uma, que ambicionou um título superior, de re­pente surge à possibilidade de “preparar-se à noite” para fazer vestibular… Outro, afinal, conseguiu uma viagem à Europa… E, assim, vão sendo afastados, sem notarem, do trabalho metódico na seara cristã, em favor de si mesmos ao ser­virem outros. Logo, é mister não se deixar vencer pelas aparências agradáveis: a renuncia antecede as missões importantes  e o testemunho prova a aderência ao fim colimado, a fidelidade à tarefa.

O caminho certo é a evangelização necessária a todos os seres humanos: procurar seguir os princípios básicos do Evangelho. Sem esta providência a mediunidade é um mergulho no Umbral, adverte Emmanuel. Conforme é lógico, o médium deve ajudar os outros a conseguirem o que deseja para si – libertação e elevação espiritual – sem nada receber: trabalhará para comer e aguardará a manifestação da Justiça Divina em seu favor. É difícil, caro amigo, mas é assim para todos os trabalhadores do Reino do Espírito.

3. Por desenvolvimento mediúnico compreende-se o conjunto de  providências tendentes a facilitar a manifestação da mediunidade dentro de uma norma de trabalho que a torne produtiva. Consiste em educar e disciplinar a faculdade mediúnica. Tais providências são intelectuais, morais e técnicas, diz Armond.

Raramente a mediunidade desenvolve-se espontaneamente e sem tropeços. Na grande maioria dos casos, ela começa com manifestações nervosas e mentais, próprias do estado in­ferior do encarnado ou que servem de advertência. Tais pessoas pelo geral são muito sensíveis e perturbam-se facilmente. As referidas perturbações, conquanto ligadas aos defeitos do sujeito, são provocadas pela influência de espíritos capazes de prejudicá-lo. Quase todos os candidatos tem acompanhantes sofredores, que são ou inconscientes da sua situação de desencarnados ou lúcidos vingadores querendo fazer justiça pelas próprias mãos. Assim, a obsessão é comumente a causa que leva a pessoa a desenvolver a mediunidade ao procurar auxílio num centro espírita. É necessário primeiro desembaraçar-se deles por meio do esclarecimento e evangelização, pois, manifestam-se tão pronto seja possível, em virtude da sintonia há muito estabelecida. Mas, nada de reclamações: a função desses irmãos perturbados, exercida inconscientemente, é precisamente abrir o canal mediúnico, é fazer eclodir a mediunidade. Todavia, ao fazerem isso, tornam o candidato desequilibrado em maior ou menor grau, transformam sua vida numa roda viva. Uns começam a “ver coisas”: vultos, sombras, rostos, bolas negras; outros ouvem ruídos; alguns sentem-se tocados; não poucos se julgam em processo de enlouquecimento por terem visões, pensamentos estranhos e mesmo malévolos, não poderem ficar no escuro ou a sós, etc. Tudo isso são sintomas da mediunidade perturbada que emerge pedindo medidas reeducativas e disciplinadoras, esclareci­mento e trabalho ativo. Vejamos como.

4. Nos centros cujo ambiente é favorável e que tem boa orientação, há sessões destinadas ao desenvolvimento mediúnico cujos guias espirituais detêm a direção dos trabalhos com sabedoria e firmeza. Ao chegar, o candidato perturbado é objeto de consulta ao guia encarregado dessa informação; este dirá se ele deverá tomar passes e ouvir doutrinação nas sessões práticas de atendimento ou se poderá sentar-se à mesa para tentar o desenvolvimento. Nem sempre, caro leitor, per­turbação mediúnica indica que o sujeito deva lançar-se no campo da mediunidade franca; freqüentemente, ele precisa antes se preparar para isso pelo estudo, a fim de obter luzes intelectuais e renovação afetiva. O estudo da doutrina e do Evangelho poderá ser sempre os passos iniciais. Em seguida, é mister compreender a necessidade de combater as imperfeições pessoais, a fim de e1evar  o padrão vibratório e alcançar sintonia com níveis mais altos (a despeito da assistência aos irmãos sofredores). Tudo isso o médium em início deve procurar entender.

Assim, o desenvolvimento da mediunidade exige o esforço necessário, não pequeno. Sem este, não haverá trabalho produtivo e o indivíduo descambará para a área do capricho, da satisfação pessoal. Fica o trabalho divino de atendimento aos necessitados e sofredores abandonado. Convém ler os relatos de André Luiz (Os Mensageiros) sobre médiuns que esqueceram os compromissos assumidos na Espiritualidade. Em condições lamentáveis voltam eles ao mundo espiritual…

5. Sentando o noviço à mesa, aos poucos vai sentindo a influência espiritual. Inicialmente, daqueles que se lhe aderem à organização magnética ou que o perseguem, os quais terão de ser esclarecidos e recuperados para o progresso do espírito eterno. É um primeiro serviço prestado ao bem. Tendo a constância e a firmeza indispensável, em pouco tempo estarão dando entrada a outras e outras entidades e a coisa vai. Naturalmente, haverá companheiros encarnados assistindo-os com passes e doutrinação aos comunicantes perturba­dos; o dirigente, sob inspiração, avaliará o adiantamento de cada um e julgará o momento de pô-los a operar por conta própria nas sessões práticas.

Há sempre o fantasma do animísmo. Mas, já fizemos observar que o automatismo pode-se apresentar no início da mediunidade e depois vir a ser substituído por ela completamente. Em razão disso, muitos médiuns principiantes acham que as mensagens são os seus próprios pensamentos; a falta de confiança é um sério motivo de inibição do desenvolvimento mediúnico. Bem, é natural que haja interferências inconscientes nos primeiros tempos em face da participação do médium na confecção da mensagem. Não só elas serão superadas com o tempo, e notará o neófito o fluxo de idéias estranhas, como também se pode pedir confirmação ao espírito declarada comunicante ou ao guia do trabalho. Por meio de descargas fluídicas  perceptíveis ao receptor pode o espírito dar confirmação da autenticidade da mensagem. Mas, o tirocínio resolverá tudo isso: é questão de tempo e de treino. Outro curioso obstáculo ao labor mediúnico provém do orgulho oculto: o médium sente-se diminuído por receber comunicações de espíritos atrasados, os quais dizem coisas que ele não diria por si próprio.

No começo, a faculdade emerge gradualmente; é raro que surja logo pronta para o trabalho ativo. A psicografia, por exemplo, leva o indivíduo a sentir, primeiro, ora frêmito, ora peso, ora dormência no braço; depois, este se move desordenadamente; seguem-se garranchos ilegíveis ou pouco legíveis; e, aos poucos, vai a escrita normalizando, podendo chegar a reproduzir a letra do espírito em vida terrena.

6. O médium deve, desde logo, esforçar-se por evitar fumo, álcool, gula, excessos sexuais, bater com os pés, fungar, contorcer-se, etc. O mau emprego da faculdade mediúnica muitas vezes determina seja ela suspensa; poderá sê-lo  também por necessidade de descanso.

Finalmente, uma palavra sobre as rotineiras consultas que os centros distribuem. Conquanto ditadas por espíritos capa­citados e não raro elevado, elas não podem trazer a solução definitiva dos problemas humanos. Estes fazem parte do destino de cada pessoa e só podem ser reso1vido por elas mesmas. É a Lei de justiça e amor. A cada um de nós cabe o serviço árduo da própria ascensão e muitas questões pessoais são intransferíveis. Se perguntarmos sobre a adoção de uma criança, ou sobre um novo emprego, ou sobre o nosso futuro – só obteremos encorajamento na direção do bem geral, mas não uma afirmativa categórica que nos tirasse a liberdade de decidir e agir. Somos responsáveis e outros não podem decidir em nosso lugar. Agora, perguntemos a respeito de trabalho mediúnico, do auxílio à dor, de um conselho acerca de saúde, de um caso de obsessão, etc., e os mestres darão orientação exata.

7. Eis como Ariel, responsável espiritual pelo C. E. Aliança do Divino Pastor, RJ, a 14-11-1956, dissertou através da mediunidade da Sra. M. R. C. sobre o que considera como “0 Bom Médium”, título da própria comunicação mediúnica.

“O bom médium é obrigado a viver as suas ações em relação à cadeia de ensinamentos, oriundos da chave-mestra”.

O bom médium não pode desencadear tempestades sem, primeiro, recolher-se no altar de suas elevadas condições espirituais para prosternar-se em oração, vencendo o assedio de todas as tentações espirituais.

O bom médium é uma carta viva de amor; é um rela­tório de paz; e um sudário de sofrimentos e perseguições; é a perpetuação de todos os ensinamentos que se renovam na sua própria fisionomia.

O médium que não se afigura com este perfil, que não se aproxima desse exemplo, não é o médium exemplar; não é o escolhido; não é o eleito; não é a figura para a qual convergem a confiança e o respeito dos seus maiores.

Um médium é instrumento apenas; é uma máquina, ou boa ou má, defeituosa ou viciada, displicente ou atenta, que faculta o bom ou mau trabalho, bem ou mal cuidada. Os cuidados que se dão a esse médium dependem daqueles que o cercam, nos exemplos que recebe, na configuração dos ensinos que se lhe incutem, nas obrigações cabidas, nos trabalhos aceitos e realizados com humildade.  Apenas o espírito do médium pode divergir e dar à sua máquina um desgaste, uma aplicação que o possa constranger, perante as autoridades que o separaram para um trabalho de seleção. Por isso, se diz, se afirma e se proclama que o médium não deve envaidecer-se com elogios, porque ele não é aquilo que muita vez pretende ser; não é, também, o que os espíritos por ele podem fazer refletir, mas será tão-somente o que ele em si der do seu comportamento, da sua conduta, do seu procedimento. Assim labora o espírito em relação ao médium que oferece a sua máquina, o seu corpo, a entidades espirituais.

É preciso cuidar, é preciso ter a atenção voltada para essa separação – médium e corpo – espírito e corpo, isto é, ambos podem ser distintos, entretanto, quando ambos se afinam no trabalho da mediunidade, verificamos que a cadeia da mediunidade se acende, que a beleza da percepção se robustece, que a inteligência prevalece, e assomam os sentimentos mais nobres de assistência e relevância aos trabalhos de amor e de sacrifício universais.

Não dês guarida, médium, as tentações loucas deste mundo.

Se queres ser médium de Jesus, caminha no silêncio das tuas decepções; revigora o teu espírito e amplia a tela dos teus conhecimentos, renunciando todos os dias as amarguras egoísticas que procedem da tua fase animal. Não te emaranhes no teu passado; não voltes ao teu pregresso sentimento; retempera tua alma no trabalho construtivo e associa tudo que é belo neste mundo; e lembra-te de que o quadro mais tentador desta vida é aquele que se apresentou no Gólgota, no Calvário, na figura do grande magnânimo, do grande sábio de Nazaré’.

Não queiras subir os degraus dos potentados. Sê tão pequeno que ninguém te veja entre os maiores; sê como uma cadeira que, às vezes, é útil, mas, outras vezes, repousante para aqueles que se encontram cansados à margem da vida.

Médium trabalhador da seara de Jesus, esconde-te sob os efeitos maravilhosos daquilo que o teu espírito puder dar de si mesmo e nunca te desgastes no procedimento de descompensar o equilíbrio em que trabalham as entidades que se projetam para a Terra, para arrancar os homens do sofri­mento animal. Guarda-te, médium, guarda-te das arrancadas espirituais das zonas positivas do mal, porque, em breve, a tua vida será ceifada, o teu corpo, se não for depressa, a velhice se encarregará de tornar uma mascara, uma das características mais tristes de quem alcança a longevidade. Apressa-te no passo aligeirado que a bondade te oferece, sê útil a todos que te cercam e não profiras palavras más; não deixes correr de teus lábios expressões alcandoradas que não se justifiquem com a tua missão a serviço de Jesus.

Concebe, depressa, que essa missão não é missão de glórias inúteis nem vãs, e se não acordaste até este momento, desce comigo, vem às profundezas dos abismos e verás quantas almas amarguradas pelo suicídio, quantos espíritos que pranteiam a oportunidade que tiveste, quantas e quantas almas terão de perpassar as escadas difíceis para chegar onde te encontras a serviço da humanidade. Ninguém serve à humanidade com orgulho, nem serve o seu próximo com vaidade. Se pretenderes assim fazer, corre depressa, deixa a tua túnica, medita e dá o braço ao mundano servidor, até que reconheças como deves recomeçar a tua tarefa.

Recolhe-te, médium do Senhor, e, na tua meditação, reconhece quem é teu amigo Jesus, porque, no mundo, ninguém poderá servir a dois senhores.”

 

OBS. – Eis como H. Pires (Mediunidade, Edicel, SP, 1978) conceitua o que deve entender-se por bom médium:

“é aquele que mantém o seu equilíbrio psicofísico e procede na vida de maneira a criar para si mesmo um ambiente espiritual de moralidade, amor e respeito pelo próximo. A dificuldade maior esta em se fazer o médium compreender que, para tanto, não precisa tornar-se santo, mas apenas  um homem de bem”.

 

 

EDUCAÇÃO MEDIÚNICA

Há diferença entre educação, cultura, e instrução. A educação é mais ampla, é a modeladora do caráter.

                Educação mediúnica é tarefa de vida, é procurar conquistar a confiança dos mentores e dos trabalhadores espirituais.

                O hábito da oração é o que mais nos auxilia no nosso esforço de educação mediúnica.

                Devemos cultivar o nosso mundo íntimo de reflexão, e fazer uma análise da nossa personalidade com a finalidade de detectar as nossas deficiências, e procurar se corrigir, porque o médium é muito observado pelas atitudes que toma.

                O instrumento espiritual de que o médium deve munir-se é a fé. Não a fé cega, fanática que a nada conduz, nada ilumina, nada constrói, mas a fé raciocinada, a fé que não dúvida, e não duvida porque sabe, e sabe porque estuda.

                Educação mediúnica = é renovação de hábito, e devemos buscar a Jesus em todas as nossas dificuldades, para que Ele nos ensine a disciplina pelos caminhos que nos levam ao amor, porque o trabalho com amor em si mesmo já remunera o servidor.

                A mediunidade requer estudo, não foge à regra que se aplica à outras coisas. A cultura é indispensável em todos os ramos do saber.

“A mediunidade deseducada está sendo a causa principal de escândalos e consequente retardamento da marcha progressiva e acelerável do Espiritismo-Cristão”.

                O médium deve policiar os seus pensamentos, e procurar adestrar-se na convivência com os espíritos.

                Procurar conhecer a revelação do Plano Espiritual, sem aquela sensação de fantástico de sobrenatural.

                Procurar educar-se, porque o médium deseducado cria hábitos nocivos que facilita a obsessão.

 

Estudar e conhecer, porque através do conhecimento nos tornamos mais úteis.

                Frequentar invigilantemente ambientes menos dignos, nós aderimos a estes pensamentos e abrimos uma brecha para que os irmãos infelizes nos visitem. Somos todos vulneráveis a esses acontecimentos da vida, e só o evangelho nos dá a força, nos traz o conhecimento para vencermos.

                O estudo desenvolve no médium o discernimento, isto é, a capacidade de julgar.

                A vaidade, o egoísmo, o orgulho, são entraves na vida do médium. É a estrada larga, muito mais cômodo do que os outros caminhos oferecidos pela renúncia, o perdão e o desprendimento.

                O médium deve ser dado a leitura, como tem necessidade do alimento todos os dias. Quando ouvimos da parte de um deles dizer que lhe falta tempo para leituras, é mau sinal, é sinal de que as suas companhias são da mesma opinião.

                Que pensar do médium que não gosta de estudar?

                Deixa de progredir, e se lamentará quando retornar ao Plano Espiritual, porque perdeu valiosa oportunidade.

                A Doutrina dos Espíritos somente cumprirá seu dever ante as promessas estabelecidas com o Cristo para a revivência do Cristianismo no mundo moderno, se os espíritas se derem as mãos no que tange a esses dois movimentos; educar e instruir. De outra forma não haverá solução para a paz na Terra.

“Para ser verdadeiramente sábio, não basta ser culto, é preciso também ser bom. Se a cultura nos faz admirados, a bondade nos faz queridos.”

                A humanidade avança, e o espiritismo tem papel importante nesse avanço. Duas asas nos levam ao Pai: instrução e amor.

                O Espiritismo explicando racionalmente os fatos e revelando a faculdade mediúnica que possuímos deu um golpe na morte, nos milagres, e acabou com os santos.

                De agora em diante não mais santos, não mais milagres, mas médiuns esclarecidos e espíritos do bem, irmanados na santa tarefa de cuidarem da Seara do Senhor.

“Daí a necessidade do médium ter um parâmetro de educação a mais primorosa possível no sentido moral e de instrução também. Quanto mais instruído melhor o médium, quanto mais moralizado mais expressivo será aquilo que receberá do outro lado da vida”.Jorge Andréa

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