A Casa sobre a Rocha

ESTUDO DOUTRINÁRIO: ERGUENDO NOSSA CASA SOBRE A ROCHA.

Felipe Estabile Moraes

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela  desabou, sendo grande a sua ruína”. Mateus 7:24 a 27

Esta passagem evangélica é bem conhecida. Ela nos faz pensar sobre a necessidade de estudarmos metodicamente a Doutrina Espírita. Consultando o dicionário Aurélio, encontramos: Prudente: “que tem ou revela prudência; moderado, comedido. Cauteloso, previdente, precavido. Circunspecto, sensato; judicioso, cordato, ponderado.”  Temos aí então, uma gama extraordinária de posturas que podemos adotar, em vista das diversas situações que atuam sobre nós e sobre a nossa casa espírita, quando erguemos nossa casa sobre a rocha.

O fato de sermos espíritas, não significa a eliminação da possibilidade de enfrentarmos problemas – que são as chuvas, os ventos, os rios transbordando. Que situações são essas? Doenças difíceis, situações financeiras delicadas, perda de emprego, dificuldades com entes queridos, calúnias e outras situações que nos entristecem. Se não conhecemos a Doutrina Espírita, podemos até atribuir-lhe a origem desses males. “Desde que comecei a frequentar o Centro Espírita, esses problemas apareceram…”. Ou, “frequento reuniões públicas, sou médium, faço tarefas, e ainda me aparecem essas dificuldades”.  Muitas vezes, diante dessas questões, a pessoa abandona o movimento espírita, não quer saber mais do espiritismo…

Na nossa casa espírita, também nos deparamos com chuvas, rios, ventos.  É a necessidade premente da obra material e a falta de recursos. A ausência de trabalhadores suficientes para as cada vez maiores responsabilidades dos trabalhos a serem realizados. É o companheiro que falha na sua conduta moral. É o líder que tem que se afastar da casa, seja por mudança de cidade ou mesmo desencarne. E muitas outras situações pelas quais, aqueles que edificaram a casa na areia, culpam os espíritas ou o espiritismo e, novamente, abandonam a doutrina consoladora.

O interessante é  que, exatamente neste momento, o Espiritismo, o Consolador Prometido, poderia auxiliá-los, mostrando as origens dos problemas, tudo de acordo com a Lei de Amor e Justiça, com a reencarnação, com o livre-arbítrio, com a lei de causa e efeito, com a evolução espiritual…

E como erguemos a nossa casa sobre a areia? Quando acreditamos apenas pelo ouvir dizer nas palestras, pela leitura rápida de obras espíritas. Quando nos deixamos levar pela opinião de fulano ou sicrano. Quando, enfim, não refletimos seriamente sobre os ensinos doutrinários.

Daí a necessidade de erguermos nossa casa (seja nossa vida  ou a casa espírita) sobre a rocha. Pois a rocha é firmeza. E se temos firmeza quanto aos conceitos doutrinários, vamos enfrentar os rios, as chuvas e os ventos e não seremos derrubados. Vamos entender os motivos daquelas dificuldades e saber como enfrentá-las. Reconhecer, inclusive, que são passageiras, conquanto não saibamos a sua duração.

Mas sobre qual rocha ergueremos nossa Casa? Sobre a base, que é Kardec. Pois temos que conhecer a obra básica da codificação, para que a nossa base doutrinária seja sólida. Não é sem razão que Allan Kardec se preocupou em editar livros que possibilitassem o livre exame e, consequentemente, a solidificação do nosso conhecimento doutrinário.

Assim, teremos como parte de nossa vida a acertiva de Kardec, inscrita no frontispício de O Evangelho Segundo o Espiritismo: ”Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade.”

Por isso, o estudo constante da doutrina espírita, não é nenhuma novidade preconizada pelos órgãos unificadores, pelos centros espíritas ou por Kardec. É muito mais, uma necessidade já apontada pelo próprio Mestre dos Mestres. Saibamos, então, como erguer  e edificar a nossa casa.

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